Camex quer alternativa para embarcar soja
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004
Agência Estado 
Brasília - O secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior, Mario Mugnaini, afirmou ontem que espera uma solução alternativa para a proibição do embarque da soja transgênica pelo Porto de Paranaguá (PR) em março. Em meados do mês, Mugnaini e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, deverão visitar o porto, em companhia do governador do Paraná e autor da proibição, Roberto Requião (PMDB). ''Até lá, esperamos ter esse assunto resolvido'', disse.
Diante da medida tomada pelo governo paranaense, uma das soluções propostas pela Camex é a da segregação desses embarques. Ou seja, a soja transgênica seria embarcada pelos terminais privados de Paranaguá, e as não-transgênicas, por meio dos terminais públicos. Por enquanto, afirmou Mugnaini, o governo não pretende criar nenhuma legislação nacional sobre o transporte e o embarque da soja transgênica. ''Estamos resolvendo só este problema, que é emergencial.''
Segundo Mugnaini, o tema traz uma séria preocupação do governo com relação aos embarques da safra agrícola deste ano, que deverá totalizar 130 milhões de toneladas de grãos. Conforme o secretário-executivo, entre 27% e 30% da soja exportada pelo País é embarcada no Porto de Paranaguá.
Atualmente, 25% da soja transgênica tenderia a escoar por esse mesmo porto. Outra preocupação diz respeito aos prejuízos nos embarques de grãos provocados pelas condições das rodovias devido às chuvas. Ele lembrou que há navios ancorados há 30 dias, à espera dos embarques. '


