As câmeras fotográficas digitais passaram a disputar a liderança nas vendas neste final de ano com os celulares, aparelhos DVD e televisores 29 polegadas - considerados os responsáveis pelo bom desempenho do comércio no mês de dezembro pelo segundo ano consecutivo. Se até pouco tempo a maior parte das câmaras digitais era comercializada pela internet, hoje elas entraram no varejo e prometem aquecer as vendas no setor.
Mesmo com preços altos e pouca propaganda, o uso das câmeras digitais se espalhou entre usuários comuns, pouco familiarizados e desinteressados em novas tecnologias, mas que prezam pela qualidade de impressão. Para os lojistas de Londrina, as câmeras digitais vêm ocupando o lugar das câmeras analógicas no mercado amador, devido à sua praticidade, conveniência e economia.
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Material Fotográfico e Imagem (Abemfi) apontam que a migração do analógico para o digital é considerada inevitável. Em 2001 foram vendidas no Brasil 30 mil câmeras digitais. A expectativa para 2004 é fechar o ano com 400 mil unidades, um crescimento de 60% em relação a 2003, quando foram comercializadas 250 mil câmeras no país.
A gerente da SH Marabá, Deoclair da Silva, que atua no setor de fotografias e acessórios fotográficos, acredita fechar o ano com um crescimento robusto nas vendas. Espera-se um salto de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. ''De um ano para cá, a procura pelas câmeras avançou em razão das pessoas estarem querendo qualidade e praticidade'', comenta ela, acrescentando que o setor é complexo por tratar se tratar de uma tecnologia avançada e giro rápido.
Até poucos tempo atrás, o uso da câmara digital estava restrito aos profissionais de publicidade e jornalismo, mas hoje os fabricantes estão conseguindo uma fatia maior no mercado, alavancada por preços em promoção e qualidade de impressão cada vez maior. O motorista Valmir Valério da Silva, 37 anos, pesquisava preços ontem de manhã numa loja central. ''A minha intenção é levar uma digital para fotografar no Natal'', comenta ele, que vê vantagens no produto em relação às máquinas analógicas. ''A gente pode visualizar a foto na hora e também pode passar para o computador ou em CD'', argumenta.
Por não ser considerado um produto de primeira necessidade, as câmeras digitais estão tendo uma ótima saída na Loja Colombo, do Calçadão. Segundo o gerente Marcelo Garcia, neste mês a loja está vendendo uma média de duas por dia. ''Temos câmeras que variam de R$ 499 a R$ 1,2 mil. Hoje, o usuário comum quer uma máquina digital pelas facilidades e pelo fato de poder conectar um cabo no computador e poder imprimir a foto em casa'', explica Garcia. Ele observa que as câmeras estão vindo cada vez menores, mas com uma potência maior o que atrai ainda mais o consumidor.
O gerente de infornmática Edvaldo Oliveira viu pela internet um modelo que apresentava o máximo de recursos. ''Não consegui encontrar no varejo, mas vou esperar chegar. Procuro uma que tenha gravador de voz, audio e vídeo que funcione com webcan para ser conectada à internet'', explica Oliveira. Num dos Fotos Célula de Londrina à demanda é grande pela novidade, mas o consumidor está ponderado na hora de fechar negócio. ''Primeiro estão pesquisando, fazendo orçamento para depois comprar. Em relação ao ano anterior, estamos tendo uma boa procura, mas a câmara digital ainda é considerada um produto de ''status'' para alguns, até porque elas não são baratas se comparadas com eletrodomésticos'', explica a gerente Michele Mari Koga.

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