Camelôs trabalham com expectativa de Natal mais ''magro''
O aumento da cesta básica, dos impostos e taxas, do combustível e produtos em geral esvaziou a sacola do Papai Noel. Este ano, a expectativa é de um Natal mais magro, pelo menos para os camelôs de Londrina. Eles afirmam que, por enquanto, o dinheiro do 13º salário ainda não chegou às barracas das avenidas São Paulo e Leste-Oeste. A esperança da maioria é que as vendas cresçam a partir do final de semana.
O ambulante Hermes Pereira prevê uma queda de 50% em relação ao ano passado. Segundo ele, a categoria gastou mais para comprar menos mercadorias. ''O salário está muito defasado. As pessoas só estão pesquisando e, mesmo assim, buscam produtos mais baratos'', explicou o vendedor de brinquedos. Giovani Santos, que comercializa eletroeletrônicos, disse que o movimento está fraquíssimo e, por isso, não trabalha à noite. Para ele, a situação só deve melhorar na véspera do Natal.
No início desta semana, a dona de casa Maria de Melo e a mãe Jordelina Ferreira circulavam no camelódromo pesquisando preços. Maria é de Rolândia e veio a Londrina ajudar sua mãe a escolher roupa. ''Vou comprar presentes só para minha filha e neta, nem o marido vai ganhar. As coisas subiram muito e, por isso, o Natal vai ser mais ou menos'', estima Maria, que é mãe de quatro filhos e depende exclusivamente do salário do marido.
A professora Joseana Maria Franco Caprera ainda está pesquisando o preço dos brinquedos. Além dos filhos, ela diz que tem vários sobrinhos, mas não vai poder contentar a todos. ''Tudo subiu e o salário não acompanhou. Vou tentar dar aos meus filhos o que eles pediram e os demais vão ganhar lembrancinhas, para a data não passar em branco''.





