Camelôs decretam férias forçadas
Paulo WolfgangAmbulantes fecharam as bancas para aguardar definição do dólarOs 94 vendedores ambulantes filiados à Associação dos Camelôs de Londrina (Acal) já sentiram as consequências do aumento do dólar frente ao real. Instalados na Avenida Leste-Oeste, centro da cidade, as vendas caíram na medida em que os produtos foram reajustados. Com o dólar nas alturas, anteontem a moeda chegou a ser comercializada até a R$ 1,80, e muitos vendedores fecharam as bancas temporariamente. A expectativa é de que o dólar se estabeleça nos próximos dias em um nível que não inviabilize os negócios.
A correção nos preços foi feita para que possamos ter condições de repor o estoque, afirmou a vendedora Marlene Sofia, dona de uma banca de cosméticos e de produtos em acrílico. Segundo ela, os preços no camelódromo subiram, nos últimos dias, entre 20% e 30%. Se as vendas são poucas, cabe aos vendedores informar a clientela sobre o aumento do dólar. A maioria não está entendendo o que está acontecendo, afirmou a comerciante.
Outra vendedora, Ana Maria Costa, disse ontem à tarde à Folha que o movimento, mesmo com os preços mais altos, está normal para o mês de janeiro. A ambulante, que trabalha com vários tipos de mercadoria, diz que voltará a comprar somente na hora que houver uma estabilização do câmbio. Se o dólar ficar em R$ 1,40 já está bom, não vai ser nenhum bicho de sete cabeças, prevê. (P.L)





