São Paulo Em um dia marcado pelo baixo volume de negócios, a cotação do dólar oscilou bastante para fechar em alta de 0,28%, cotado a R$ 3,56 na compra e a R$ 3,57 na venda.
Tamanha volatilidade se explica pelo reduzido volume de negócios, que atribui peso maior a cada operação. Segundo analistas, os investidores estariam esperando pela posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro, ou ao menos o anúncio de seu futuro ministério, prometido para a primeira quinzena de dezembro, para refazer suas posições de investimento no País.
Além disso, o mercado está dividido em suas apostas quanto à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a taxa básica de juros do País, a Selic. Embora a maior parte dos analistas espere uma alta para conter a inflação, não há consenso sobre o tamanho do aumento. O comitê iniciou ontem a reunião e anuncia na tarde de hoje o destino da Selic, hoje em 21% ao ano.
O risco-país brasileiro fechou ontem com seu melhor nível desde 2 de setembro, pouco mais de um mês do primeiro turno da eleição presidencial. No final da tarde, o indicador ampliou a queda para 1,93% e fechou a 1.626 pontos. No dia 2 de setembro, havia fechado a 1.618 pontos.
Bolsa A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) oscilou durante todo o dia mínima de 9.839 pontos e máxima de 10.051 pontos para terminar o pregão estável. Aos 9.971 pontos e volume financeiro de R$ 565,248 milhões. Do giro total, R$ 37,280 milhões são da operação do fechamento de capital da Biobrás maior fabricante de insulina do país feito pela Nova Nordisk.
O pregão foi de poucos negócios, como nos últimos dias. A Bolsa espera agora o anúncio do gabinete do novo presidente e a decisão do Copom.
As maiores altas foram registradas pelas ações da Embratel. As preferenciais subiram 8,9% e as ordinárias, 8,3%. Entre as baixas, as mais significativas ocorreram na AES e nas ordinárias da Embraer, ambas com queda de 6,5%. As preferenciais da fabricante de aviões caíram 6,4%.
A queda das ações da Embraer foi causada pelo anúncio, ontem, de que a estatal irá entregar menos jatos para a Swiss em 2003.

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