O presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, afirmou que a aceleração do câmbio nos últimos meses impacta em 60% os custos da aviação. Durante abertura do evento "Aviação em Debate: os desafios do setor", o executivo disse que a reversão da desoneração da folha de pagamento também terá efeito significativo nas contas das empresas neste ano. "Somados todos esses fatores, temos uma estimativa de R$ 2,5 bilhões a mais em custos no decorrer de 12 meses", acrescentou.
O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, ponderou que o mercado da aviação civil no Brasil tem tido uma expansão maior do que qualquer setor da economia, com crescimento de 10% ao ano na última década. "Crise é sempre sinônimo de oportunidade", avaliou. "Não podemos deixar nos afligir por circunstâncias desse momento, como o câmbio e reavaliação de benesses dentro do ajuste fiscal, que realmente impactam o setor", acrescentou.
Para Padilha, é necessário ainda discutir o ajuste fiscal com o parlamento, para ajustar as rubricas onde ocorrerão os cortes. "Sem perder o ajuste, é preciso manter a produtividade e o emprego. O ajuste é indispensável, mas o tamanho e a forma como vai acontecer será modulado pelo debate com o Congresso."
Também presente no evento, o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, disse que o órgão pretende abrir consultas públicas nos próximos meses, com a nova consolidação dos direitos dos passageiros e com a regulamentação do uso de drones. De acordo com ele, esse regulamento sobre os aparelhos de voo de pequeno porte levará em consideração questões como invasão de privacidade e segurança do tráfego aéreo.

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