Câmbio faz Volks mirar mercado interno
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domingo, 25 de março de 2007
Karen Camacho<br> Folhapress 
São Paulo - O novo presidente da Volkswagen no Brasil, Thomas Schmall, no posto há menos de três meses, disse em sua primeira entrevista após assumir o cargo, que a empresa pretende aumentar o faturamento em 7% neste ano e que deve ficar em segundo lugar em vendas, priorizando o mercado interno. A empresa apresenta hoje o Novo Golf, primeiro lançamento na gestão de Schmall.
Após oito anos no vermelho, a empresa fechou 2006 com lucro, em um ano marcado por cortes de pessoal e queda na produção e nas exportações. Agora, a montadora alemã quer acelerar os investimentos, traça estratégias para concorrer com a China e espera lucro substancial ao final de 2007.
Schmall disse que uma empresa como a Volkswagen deve ter o mercado nacional como base para suas vendas, e não a exportação. ''Ninguém sabe o que vai acontecer por causa do câmbio. É preciso manter liderança no mercado nacional. Se o câmbio estiver a nosso favor, vamos atender o máximo possível (do mercado externo).'' Em 2006 a empresa produziu 627 mil veículos, sendo 440 mil para o mercado interno.
Para ganhar a preferência do consumidor brasileiro, Schmall aposta em qualidade e investimentos em novos veículos. A empresa lança dois modelos em 2008. ''É preciso adaptar o carro para o mercado nacional. Carro mundial não existe. Os clientes são diferentes.''
Schmall, de 43 anos, é alemão, formado em administração e economia e está na empresa desde 1991. Casado com uma brasileira, morou no País de 1999 a 2003, quando dirigiu a unidade da Volks no Paraná.
Com um perfil mais despojado do que o de seu antecessor, ele tem um cuco na sala e cobra ''multa'' de R$ 30 dos executivos que se atrasam para as reuniões agendadas, denunciado pelo toque do relógio. (Leia mais sobre o lançamento do Golf no Carro&Cia do próximo domingo)


