Câmbio estável e juro menor devem aquecer Dia das Mães
A estabilização do dólar entre R$ 1,60 e R$ 1,70 e a expectativa de manutenção do ritmo de queda das taxas de juros fazem com que os lojistas comecem a esperar um aquecimento nas vendas para o Dia das Mães, considerada a segunda melhor data para o comércio, atrás apenas do Natal. Algumas campanhas para impulsionar as vendas nas lojas do centro da cidade e nos shopping centers já foram deflagradas a espera dos consumidores. A expectativa é conseguir vender pelo menos o mesmo volume do que foi comercializado no ano passado.
O Shopping Muller lançou a campanha para o Dia das Mães há três dias e os primeiros indícios mostram que as vendas podem surpreender. No segundo dia da campanha, o departamemto de Marketing do shopping contabilizou o preenchimento de 2,3 mil cupons que dão direito ao sorteio de um carro Renault. Os consumidores recebem um cupom a cada R$ 30 de compras, o que resultou em R$ 69 mil em vendas nas primeiras 48 horas da campanha. No ano passado, o shopping registrou a metade das vendas no segundo dia da campanha do Dia das Mães.
Os primeiros dias da campanha sempre são mais fracos em relação aos últimos, logo a gente pode esperar que as vendas serão boas, afirmou a gerente de Marketing no Muller, Leonor Rohnelt. Todas as 169 lojas do shopping participam do programa para impulsionar as vendas no Dia das Mães.
Os lojistas contam com um outro fator que pode aquecer as vendas: neste ano o Dia das Mães será comemorado dias após o pagamento dos salários da maioria dos trabalhadores. O vice-presidente da Associação Comercial do Paraná, Élcio Ribeiro, diz que este pequeno detalhe pode representar uma grande diferença no bolso dos comerciantes. No feriado de Páscoa, o salário ainda não havia saído para muita gente e isso complicou um pouco para o comércio, afirmou Ribeiro.
Segundo o vice-presidente da Associação Comercial do Paraná, as vendas ainda estão muito desaquecidas por causa dos reflexos da política econômica e da desvalorização do real, ocorrida em janeiro. Mas a estabilização do dólar em R$ 1,66 (valor médio dos últimos dias) traz confiança aos lojistas. Parece que o ponto de equilíbrio chegou e essa segurança se traduz em melhoria da atual situação, comentou Ribeiro.
A queda progressiva dos juros, que caiu aos poucos de 45% para 39% e deve passar para 34% nas próximas semanas também sinaliza a retomada das vendas. Queda de juros anima o comércio, pois vende-se mais e a inadimplência cai, afirmou o vice-presidente da Associação Comercial. O calote no comércio cresceu 11,89% em março em comparação a fevereiro, o que representa 4 mil casos a mais em Curitiba.
Por causa do juro elevado imposto pelo governo federal, as compras no crediário estão com um juro embutido de 8% ao mês para o consumidor final, o que dá quase 100% ao final de um ano. A taxa já foi maior, chegando a 12% em fevereiro. Diante desta situação, o consumidor deve fugir das compras a prazo para não comprar o que não pode pagar. A melhor solução, diz o vice-presidente da Associação Comercial, é pedir desconto à vista, que se chegar a 8% é bom negócio tanto para o vendedor quanto para o comprador.Kraw PenasBom começoLeonor Rohnelt, gerente de marketing do Muller: campanha projeta otimismoCarmem Murara





