Câmbio diminui oferta de empregos
Curitiba - Dos 18 segmentos pesquisados pela Fiep, nove apresentaram resultados negativos no acumulado do ano. Os que mais cresceram foram produtos farmacêuticos e veterinários (21,08%), papel e papelão (9,56%) e material de transportes (9,09%). Entre os setores que registraram quedas mais significativas estão couros, peles e produtos similares (49,70%), mecânica (29,43%) e madeira (29,43%).
No mês, as maiores evoluções de faturamento foram dos segmentos de bebidas, editorial e gráfica, couros, peles e produtos similares. Já as maiores quedas aconteceram na áreas de produtos alimentares; têxtil e metalúrgica. Com a queda no faturamento, também houve recuo nas compras da indústria do mês, sendo 12,23% menores. Porém, no terceiro trimestre foram 6,58% superiores em relação a janeiro a setembro do ano passado.
Dados da pesquisa também indicam que o efeito cambial começa a afetar os empregos do setor industrial. O setor de madeira, que apresentou maior queda (5,75%), promoveu enxugamento de pessoal devido ao câmbio desfavorável e a queda na demanda. Estes mesmos efeitos, em especial o impacto das condições climáticas, contribuíram para a redução de pessoal no setor têxtil (-4,17%) e, consequentemente, no item vestuário, calçados e artefatos de tecidos (-2,37%).
No mês, houve queda de 1,13% no nível de emprego no setor industrial. Onze dos dezoito segmentos apresentaram resultados negativos na contratação. Porém, no acumulado do ano, o nível de emprego ainda está 3,89% positivo.
Em agosto, a capacidade instalada permaneceu estável, atingindo 79% e as horas trabalhadas subiram 1,23%. Em relação a julho, a massa salarial líquida dos trabalhadores da indústria cresceu 0,61%. (Da Redação)





