Câmbio acumula queda de 0,5% na semana
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sexta-feira, 23 de agosto de 2002
Agência Folha 
São Paulo - O dólar ontem fechou em queda de 1,11%, negociado a R$ 3,11. Na semana, a moeda norte-americana acumulou desvalorização de 0,5%. O risco-país brasileiro, medido pelo banco JP Morgan, também caiu 3%, para 1.845 pontos.
No dia em que completou 112 anos, a Bolsa de Valores de São Paulo fechou com baixa de 0,26%, em 9.676 pontos. O giro financeiro foi pequeno, de R$ 413,036 milhões. Na semana, a Bovespa acumulou alta de 1,57%.
Também ontem a Bovespa divulgou que nos primeiros 20 dias deste mês os investidores estrangeiros já retiraram R$ 525,155 milhões do mercado acionário paulista. No ano, o saldo está negativo em R$ 1,69 bilhão.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), as projeções para as taxas de juros retomaram a trajetória de queda. Os contratos para janeiro do ano que vem, que concentram o maior número de negócios, fecharam a 21,55%, contra 22% do dia anterior. Anteontem, os juros haviam subido um pouco no mercado futuro, acompanhando a alta do dólar. Como a moeda norte-americana caiu ontem, houve espaço para nova queda das taxas. O BC manteve os juros brasileiros inalterados em 18% ao ano na quarta-feira e adotou o viés de baixa para a taxa. O mercado passou a vincular uma possível redução dos juros a uma queda do dólar para um patamar abaixo de R$ 3,00.
O mercado viveu os últimos dias na expectativa por dois eventos que ocorrerão na semana que vem -a primeira pesquisa eleitoral após o início da propaganda política na TV e a viagem do ministro da Fazenda, Pedro Malan, e do presidente do BC, Armínio Fraga, aos EUA para conversas com bancos internacionais.
O mercado espera uma melhora no desempenho do candidato José Serra (PSDB). Ele é o preferido do mercado por ser apoiado pelo atual governo e, portanto, associado à manutenção da atual política econômica.
Quanto à viagem de Armínio e Malan, mais do que dinheiro, o mercado espera um novo apoio. ''O mercado não acredita que as linhas de crédito voltarão ao normal como consequência da viagem. Mas há a expectativa de que a situação melhore um pouco, o que ajuda a aliviar a pressão no câmbio'', afirma Clive Botelho, diretor financeiro do banco Santos.


