São Paulo O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse ontem que a queda na taxa de câmbio até R$ 3,00 ainda manterá a competitividade do exportador brasileiro. Ele afirmou que ao mesmo tempo em que permite as vendas externas, estimula as importações de máquinas, equipamentos, componentes e matérias-primas que alavancam a indústria nacional de forma a suprir um eventual crescimento no mercado interno e também gerar um excedente de produção exportável.
Em encontro na Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo, Furlan explicou que as exportações já cresceram 26% no ano, enquanto as importações tiveram um incremento de apenas 4%. Portanto, concluiu, há ainda um grande espaço para o crescimento das compras externas sem comprometer o superávit comercial. Na pior das hipóteses, o máximo que pode haver com o superávit neste ano é repetir os números de 2002, quando a balança registrou saldo positivo de US$ 13 bilhões - isso, frisou o ministro, se o dólar médio ficar em R$ 3,00.
Neste ano, segundo o ministro, as exportações vão garantir 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Ele reiterou que, abaixo de R$ 3,00, o câmbio deixará em alerta o exportador, uma vez que este não gosta de grandes oscilações cambiais porque dificulta seu planejamento.
O ministro evitou polemizar com o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, que afirmou que o banco não intervirá no mercado para sustentar o câmbio. De qualquer forma, afirmou que o BC deve cuidar da estabilidade da moeda, uma função que já vem desempenhando.
O ministro também se comprometeu a tornar mais transparente o Sistema de Informações de Comércio Exterior (Siscomex), uma forma de combater as fraudes nas importações e exportações.

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