A Aesa Automolas e Equipamentos Ltda começou suas atividades em Cambé (13 km a oeste de Londrina) em 1950 e é hoje uma das maiores fábricas fornecedoras do mercado de reposição de molas e peças para suspensão de veículos de carga no País. Outro fator relevante: a empresa já exporta seus produtos há 30 anos.
De 1995 para cá, a Aesa cresceu num ritmo de 20% ao ano, com ênfase na melhoria tecnológica e no treinamento dos funcionários que hoje somam 180 pessoas. Com a produção total de 500 toneladas/mês, a empresa detém 15% do mercado nacional. A exportação representa 12% do volume de produção, mas a meta é que este número suba para 20% até o final de 2006.
A empresa vende para todo o Brasil e para vários países da América Latina e da África. ''Estamos negociando a entrada dos produtos no mercado europeu, especificamente para Turquia e Alemanha'', informa o diretor comercial André Bearzi, acrescentando que a expansão das exportações dependerá muito da cotação do dólar no país. ''Exportar não é difícil, mas requer muitos detalhes. Hoje temos uma pessoa trabalhando somente no setor de exportação'', conta ele.
Assim como a Aesa, outras empresas cambeenses, entre elas pequenas, médias e grandes, começam a trilhar pelo caminho da exportação. Elas participam hoje, amanhã e sexta-feira das atividades do Programa Municipal de Motivação à Exportação com o objetivo de discutir questões de estímulo às exportações no município, novas fontes de financiamentos empresariais e treinamento em exportação. ''O evento dá continuidade às ações iniciadas no 1º Encontro de Motivação Cambé Exportador, realizado em julho deste ano'', informa o gerente de projetos da Companhia Municipal de Desenvolvimento de Cambé (Comdec), Almir Pereira Nogueira.
A programação de hoje inicia com a visita às empresas de Cambé do coordenador do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Carlos Tavares. A palestra de amanhã com Lourenço de Medeiros Filho, diretor do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) vai abordar as linhas de créditos existentes para construção, ampliação ou reforma de prédios e instalações empresariais, aquisição de máquinas e equipamentos, veículos novos cadastrados na Finame (agência especial de financiamento industrial), capital de giro isolado ou saneamento financeiro e desenvolvimento de novos projetos. Após a palestra acontecerá o curso básico de exportação ministrado por Carlos Tavares.
Segundo Nogueira, o objetivo do programa é desenvolver uma cultura exportadora em Cambé. ''Além da diversidade do mercado consumidor, exportar eleva o conceito de qualidade do produto, gera empregos e renda no município e aumenta o percentual no Fundo de Participação dos Municípios (FPM)'', diz ele. No ano passado, 13 empresas cambeenses exportaram, gerando um faturamento de US$ 18 bilhões. O percentual do FPM ficou em R$ 400 mil, mas este ano o município quer ampliar.

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