Enquanto Londrina enfrenta dificuldades para atrair novas indústrias e manter as já existentes, a vizinha Cambé comemora a chegada de sete empreendimentos que devem gerar cerca de 1.700 empregos. Só a Vilma Alimentos, instalada na saída para Rolândia, vai abrir mil postos de trabalho. Ela começa a operar em agosto.
As demais empresas ficam no Parque Industrial José Garcia Gimenez, às margens da PR-445, próximo ao Conjunto Ana Rosa. Em entrevista à FOLHA, o prefeito João Pavinato (PSDB) confirmou o nome de duas: a Martins Furgões, que está quase pronta, e a Coex Embalagens, que ainda não iniciou as obras.
Dois outros empreendimentos, um na área de retífica de motores e outro de fabricação de escadas, já estão com a construção em andamento no parque. A Prefeitura ainda está terminando as negociações com uma fábrica de vidros e uma confecção.
A reportagem apurou que a Sonhart, indústria da área têxtil com sede na zona oeste de Londrina, negocia sua mudança para Cambé. O prefeito confirmou a informação, mas disse que a transação ainda não está fechada. ''Fomos procurados pela Sonhart, mas o martelo ainda não foi batido'', afirmou. A reportagem tentou contato mas não conseguiu localizar ninguém da direção da Sonhart.
O tucano disse que, nos próximos meses, vai anunciar a implantação de um centro de logística na cidade, que terá capacidade para 150 mil metros de área construída. ''Mas ainda estamos em fase de negociação com as empresas'', ressaltou.
Venda subsidiada de terrenos e isenção de IPTU e ISS são os atrativos oferecidos por Cambé.''Na venda subsidiada, o desconto pode chegar a 90% do valor do imóvel e a isenção dos tributos pode ser feita pelo prazo de 10 anos. A lei permite'', contou.
Além disso, Pavinato disse que, dependendo do caso, a prefeitura também pode ajudar na infraestrutura dos empreendimentos. ''Podemos contribuir na instalação elétrica e no esgoto'', exemplificou.
De acordo com o prefeito, o que torna Cambé competitiva é o ''bom atendimento e a agilidade''. ''O que as empresas querem é ser bem recebidas e que o município aprove a documentação com rapidez. O empresário precisa que as licenças saiam o mais rápido possível. Não quer que o administrador atrapalhe sua vida'', destacou.
Questionado sobre as dificuldades que Londrina enfrenta para atrair investimentos nesta área, ele afirmou que a cidade ''ainda não fez sua opção por industrializar-se''. Sobre possíveis negociações com outras empresas de Londrina, Pavinato respondeu: ''só posso falar quando eles começarem a construir''.

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