A Câmara de Gestão de Crise de Energia Elétrica (GCE) irá rever em novembro a meta de redução do consumo de eletricidade que valerá durante o período de verão, ou seja, entre dezembro e março.
Segundo o ministro de Minas e Energia, José Jorge, como nessa estação as chuvas são mais intensas, o governo pretende fixar um novo percentual de economia. Ele assegurou também o chamado Plano B, que prevê apagões e feriados, não será aplicado durante o ''período chuvoso''.
''Nessa época de chuvas os níveis dos reservatórios ficam dentro das expectativas'', afirmou José Jorge. ''Certamente que a meta para os consumidores vai ser diferente no verão.'' A expectativa prévia de técnicos do governo é que a meta fique em 5%, ou seja 15 pontos percentuais menos que a meta atual de 20%.
O plano de racionamento de energia leva em consideração o comportamento das barragens das usinas hidrelétricas durante os períodos de seca e de chuva. Segundo o ministro, a meta de economia de 20% adotada em junho deveu-se ao fato de a quantidade de água nos reservatórios das usinas ser insuficiente para permitir o abastecimento de eletricidade nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte do País.
''O racionamento é uma forma de compensar esse gasto e permitir que as barragens não fiquem mais vazias ainda'', disse o ministro. Ele acredita que somente no final de novembro a GCE terá dados significativos para adotar medidas de redução de metas dos gastos. A base de consumo continuará sendo os meses de maio, junho e julho do ano passado e não o período de último verão, quando certamente o consumo de energia foi maior.
Ainda ontem, a Prefeitura de Aparecida (SP) foi autorizada a religar 40 luminárias no trevo que dá acesso ao município.

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