Os deputados retomarão amanhã as votações das 19 Medidas Provisórias (MPs) que ainda trancam a pauta. A expectativa do presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), é de que se possa apreciar as MPs em uma semana e meia, finalizando depois a votação dos destaques da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2004.
Para atingir esse objetivo, além das sessões ordinárias está marcada uma extraordinária para quarta-feira, às 9 horas. Para agilizar a votação, o governo marcou reunião com a liderança do PT para amanhã, quando vai apelar para que o partido não obstrua outras votações. O interesse da oposição e também da bancada ruralista é aguardar o prazo final (dia 17) para FHC sancionar o texto da MP sobre a dívida rural.
Como o governo reclama perdas de R$ 960 milhões, os deputados poderão apresentar emendas à MP 15, que trata do mesmo assunto, se o projeto de conversão sofrer vetos. Outra opção dos congressistas é apresentar emendas à MP que dispõe sobre a repactuação e o alongamento das dívidas rurais contraídas no Procera e Pronaf.
Para o líder do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), seu partido vai manter a decisão de votar ‘‘todas as medidas provisórias que forem necessárias para o País’’.
No dia 21 de abril, mais uma medida provisória passa a trancar a pauta de votações e em 2 de maio acaba o prazo de apreciação da MP que fixou o salário mínimo em R$ 200,00.

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