Câmara quer ampliar horário bancário
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terça-feira, 26 de outubro de 2004
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
Argumentos não faltam para a ampliação do horário bancário, basta perguntar aos clientes, que apontarão inúmeras justificativas. Essa discussão não é nova e mais uma vez está sendo tema de debate na Câmara Municipal de Londrina. Na sessão de ontem, os vereadores decidiram enviar novamente à Comissão de Justiça o projeto de lei de autoria do vereador Maurício Barros (PT), que prevê a ampliação do horário de atendimento na cidade, das 9 até às 17 horas. Bancários acompanharam das galerias a discussão.
O projeto seria votado em segunda discussão. O novo envio para a Comissão de Justiça foi sugerido pela vereadora Sandra Graça (PDT) que considera inócuo o projeto de lei. Sandra argumentou que a lei 7.385, de 1998, apresentada pelo Executivo, no artigo primeiro, prevê que os estabelecimentos comerciais de atendimento ao público, independente de suas atividades, inclusive os de origem financeira, que estejam localizados nas vias públicas do Município discriminadas pela lei sejam obrigados a iniciar suas atividades até no máximo às 10 horas, encerrando no mínimo às 16 horas. ''Vamos cobrar isso do município, já que a lei prevê o pagamento de multa, cassação de alvará de licença e até o lacre do estabelecimento'', justificou.
A vereadora sugere que, se for o caso, o projeto seja aprimorado, através de uma discussão ampla, ouvindo os bancários. Tanto que pediu que fosse anexado cópia da ata da assembléia da categoria em que o assunto foi discutido. Barros questionou as justificativas da vereadora. ''Queremos abrir um espaço de discussão, ouvindo todos os pontos de vista. Porém, a lei citada pela vereadora é diferente da que propomos, enquanto a nossa prevê o atendimento das 9 às 17 horas, a lei existente estabelece o atendimento das 10 às 16 horas''.
A lei 7.385 está sendo questionada na justiça por alguns bancos, que entraram com ações garantindo o horário de funcionamento em vigor. A Procuradora do Município não soube informar qual o número e os bancos que entraram com ações, acrescentando apenas que algumas já foram julgadas em favor das instituições financeiras.
Na avaliação do diretor-geral do Sindicato dos Bancários, Wanderley Crivellari, a mudança no horário de atendimento ampliaria os postos de trabalho. ''Para garantir a manutenção da nossa jornada de trabalho, que é de seis horas diárias, seria necessária a contratação de novos funcionários. Não é só o número de bancários que aumentaria mas também o de vigilantes e até do pessoal de limpeza'', justificou Crivellari.


