Câmara dos EUA aprova lei que eleva subsídios em 70%
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quinta-feira, 02 de maio de 2002
AE-Dow Jones 
A farm bill passou ontem pela Câmara. Bush diz que sanciona. No Paraná, Ocepar faz os cálculos sobre quanto o produtor americano vai receber pela soja. Difícil competir
Washington - A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou ontem por 280 votos contra 141 a nova Farm Bill (projeto de lei agrícola) que vai aumentar os gastos do governo com agricultura em cerca de 70%. Ao aprovar a nova lei agrícola, que aumenta os subsídios à safra e limita os pagamentos aos produtores, a Câmara passou por cima das preocupações de alguns dos membros de que o projeto tem um custo muito alto.
A legislação, que conta com US$ 73,5 bilhões em 10 anos, ou cerca de US$ 45 bilhões em seu período de vigência de 6 anos, tem que ser votada agora no Senado, antes de ser enviada para o presidente George W. Bush, que disse que vai assinar o projeto.
Eu estou satisfeito que o acordo final para a farm bill resultou num equilíbrio melhor de loan rate(preços mínimos); que os gastos não estão mais acumulados nos primeiros anos e que o projeto traz as mais fortes provisões para programas de conservação do que qualquer outro plano já aprovado pelo Congresso, disse Bush. As provisões finais da farm bill também estão de acordo com as obrigações comerciais internacionais dos EUA, o que vai fortalecer nossa habilidade em abrir mercados estrangeiros para os produtos agrícolas norte-americanos, completou o presidente.
No entanto, o projeto provocou a ira de muitos parceiros comerciais dos EUA, que argumentam que a elevação dos subsídios vão retardar as práticas globais de comércio. Franz Fischler, a mais alta autoridade da União Européia, disse que os EUA estão indo contra o comércio mundial de grãos.
Num momento em que todos os países desenvolvidos aceitaram desviar a direção do suporte agrícola das medidas que distorceram o comércio e a produção, os EUA estão seguindo na direção oposta, disse Fischler. No entanto, legisladores norte-americanos, como o senador democrata Kent Conrad, da Dakota do Norte, argumentam que a Europa e o Japão subsidiam seus agricultores a níveis muito mais altos do que os EUA.


