Representes da Acil, da Rural e do Sinduscon, além de funcionários da Sercomtel, se reúnem com vereadores
Representes da Acil, da Rural e do Sinduscon, além de funcionários da Sercomtel, se reúnem com vereadores | Foto: Devanir Parra/CML



O pedido de revogação da lei 7.347/98 que determina a realização de plebiscito para qualquer transação que envolva venda de ações da empresa com perda do controle acionário foi debatido na Câmara Municipal de Londrina nesta sexta-feira (2). Entidades de classe haviam encaminhado ofício à Casa e ao prefeito Marcelo Belinati (PP) solicitando agilidade na discussão de uma nova legislação que flexibilize investimentos externos na companhia.
O presidente em exercício do Legislativo, Aílton Nantes (PP), afirmou que a revogação da lei precisa ser encaminhada pelo Executivo para não incorrer em vício de iniciativa.
No ano passado, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deu início a um processo que pode cassar a licença da Sercomtel para explorar telefonia fixa. Os sócios da operadora - o Município de Londrina (55% das ações) e a Copel (45%) - precisam mostrar à Anatel que a empresa tem solução para sua pior crise financeira.
Participaram da reunião quatro funcionários da operadora, o presidente da Acil (Associação Comercial e Empresarial de Londrina), Cláudio Tedeschi; o presidente da SRP (Sociedade Rural do Paraná), Afrânio Brandão; e presidente do Sinduscom (Sindicato da Indústria da Construção Civil); Rodrigo Zacharias, e vereadores.
Mesmo sem projeto de lei, o presidente do Legislativo quer ouvir mais funcionários da Sercomtel e outros segmentos da sociedade para melhor avaliar a proposta. "Essa reunião foi produtiva para ouvir o que a sociedade pensa e também foi fundamental a presença dos funcionários, mas queremos ouvir mais os funcionários e outros segmentos da sociedade antes de tomar uma decisão tão séria", disse Nantes. Os vereadores farão uma visita à empresa.
O consultor Adalto Gomes, funcionário da companhia, também considerou positiva a reunião. "É um começo. Hoje, foi um esforço de todos em encontrar uma solução. Antes da discussão de que se vende ou não, se quebra ou não, o importante é saber o que o Município deseja da Sercomtel. É um patrimônio da cidade que não pode ser vendido sem um melhor discernimento", afirmou.
As entidades defendem que, para a empresa conquistar seu espaço no mercado e ter condições de competitividade, é fundamental retirar delas as amarras que a legislação impõe. "O mercado de tecnologia é dinâmico. A tecnologia que usaremos daqui a seis meses ainda nem foi descoberta. E a Sercomtel precisa desse dinamismo na tomada de decisão, se não só dará prejuízo ao município", defende Tedeschi.
Para as liderança, é preciso construir um modelo de investimento a partir de um estudo especializado e não pela opinião da população que não tem conhecimento técnico do mercado e da empresa.

NA PREFEITURA
Em entrevista em seu gabinete, o prefeito foi questionado sobre a reunião na Câmara e se pretende mandar projeto ao Legislativo propondo o fim do plebiscito. Ele não negou, nem confirmou. "Estão sendo tomadas medidas para viabilizar a empresa. A questão da revogação do plebiscito seria um ato quase como simbólico, mostrando à Anatel que a cidade e a sociedade de Londrina querem sim buscar soluções para essa questão", disse.
Belinati defende que a Copel assuma o controle acionário da operadora. Para que isso ocorra, hoje é preciso autorização dos londrinenses por meio de plebiscito. (Com Vitor Struck)

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