Na Câmara de Compensação do Banco do Brasil, instalada em Curitiba, passam por mês 14 milhões de cheques. Desse total, segundo o gerente da Câmara, Eduardo Alves Pereira Filho, 4,5%, ou seja, 630 mil cheques, são devolvidos. A Câmara de Compensação do Banco do Brasil envolve 1.350 agências bancárias do Paraná e norte de Santa Catarina.
É na Câmara que todas as agências se reúnem para trocar cheques. Por exemplo, o Banco do Brasil devolve para outras agências cheques que ela recebeu de outro banco. Essa troca é feita duas vezes por dia, via malotes.
A compensação de cheques agora está centralizada em Curitiba para agilizar o serviço. Enquanto o Banco do Brasil mantinha câmaras de compensação em várias cidades do Paraná (Londrina, Maringá, União da Vitória, Guarapuava, Umuarama e Cascavel), um cheque emitido em Londrina e sacado em Maringá ficaria bloqueado por três dias. Com a centralização do sistema, o cheque é liberado em 24 horas.
O motivo que mais promove a devolução de cheques na Câmara de Compensação é a falta de fundos. Em seguida aparecem os cheques sustados por motivos de roubo ou perda do talão e empatados, em terceiro lugar, estão causas como encerramento de conta e erros formais.
É nesse item, de erros formais, que podem estar os cheques adulterados. Segundo Pereira Filho, nesse quesito também encontram-se erros na escrita por extenso, falta de assinatura, cheques acima de R$ 100 sem o nome do favorecido, mês escrito com números e não por extenso como deve ser e ainda erro no ano, o que pode invalidar um cheque, já que ele prescreve em sete ou oito meses, dependendo da praça onde foi depositado. (D.A.)

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