Câmara define hoje doação de terreno à Herbitécnica
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segunda-feira, 05 de maio de 1997
Cláudia Lopes 
Está tramitando na Câmara de Londrina o projeto para doação de um terreno de 49.540,42 metros quadrados para a Herbitécnica Indústria de Defensivos S/A construir uma nova fábrica na cidade. O projeto, que será discutido hoje em terceira votação durante sessão extraordinária, deverá ser sancionado ainda hoje pelo prefeito Antonio Belinati.
A indústria deve começar a funcionar em dois anos, segundo Oswaldo Pitol, presidente da Herbitécnica. A nova unidade será usada para fazer um novo tipo de formulação e de embalagem para todos os 33 produtos á- inseticidas e herbicidas - da empresa. Os produtos, que são líquidos (suspensão aquosa), passarão a ser produzidos em forma de grânulos dispersíveis em água. As embalagens também serão feitas em material hidro solúvel, ou seja, que derretem ao contato com a água.
Um dos problemas sérios, atualmente, é o grande número de embalagens estocadas de maneira irregular em algumas propriedades agrícolas. Quando não são enterradas, muitas vezes acabam poluindo manaciais de água. Com este novo tipo de embalagem, não haverá mais risco de contaminação, garante Pitol.
Segundo ele, esta tecnologia foi criada há cerca de dois anos na Itália. Os equipamentos serão importados daquele País, diz. O presidente da Herbitécnica espera que, daqui a cinco anos, todos os produtos da empresa estejam sendo fabricados dentro desta tecnologia - com nova formulação. O investimento na fábrica, que deve gerar 100 empregos diretos, será de cerca de US$ 10 milhões. O terreno, na Gleba Lindóia, fica ao lado do parque industrial da empresa. É uma área de 230 mil metros quadrados - próxima ao Conjunto Eucaliptos - onde funcionam as cinco unidades industriais da Herbitécnica.
Novos produtos - Oswaldo Pitol se reúne hoje em Curitiba com os presidentes das empresas israelenses Makteshim Works e Agan Chemical Ltda, Chlomo Yonas e Ilan Leviteh, respectivamente, e com o diretor comercial das duas empresas, Dani Porat. Eles têm encontro agendado com o governador Jaime Lerner, a vice-governadora Emília Belinati e com o secretário da Indústria e Comércio, Nelson Justus. As duas empresas possuem 49% das ações da Herbitécnica.
Os empresários israelenses querem conhecer a mentalidade industrial do Paraná antes de decidirem se produzirão cinco herbicidas de nova geração em Londrina. É um projeto grande, para daqui a dois anos, e que estabelece a construção de cinco novas fábricas. Uma por ano, diz Pitol. Ele afirma que os empresários estão sendo sondados por Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A intenção é de investir em Londrina. Mas existe a possibilidade de escolher o Rio Grande do Sul, já que as duas empresas compraram, em novembro do ano passado, 90% das ações da Defensa Indústria de Defensivos S/A, que fica naquele Estado.


