Brasília - Na votação de uma medida provisória com 43 temas diferentes, a Câmara dos Deputados aprovou ontem a correção da tabela de Imposto de Renda em 6,5%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O texto segue para votação no Senado. O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), disse que a presidente Dilma Rousseff não tem compromisso com a atualização do índice e pode vetar a atualização.
Na campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff prometeu a correção da tabela em 4,5% para efeitos em 2015. O índice é o centro da meta de inflação, que tem sido utilizado pelo governo nos últimos anos. O Planalto argumentou, no entanto, que preferia deixar a discussão do tema para o próximo ano diante das turbulências na relação com os congressistas e também previstas para a economia.
Pela proposta, serão dispensados do pagamento do imposto os empregados que recebem até R$ 1.903,98. De R$ 1.903,99 até R$ 2.853,44 terá alíquota de 7,5%, com dedução de R$ 142,80. Na faixa seguinte até R$ 3.804,64, a alíquota é de 15%, com dedução de R$ 356,81. Na próxima banda até R$ 4.753,96 a alíquota é de 22,5%, com dedução de R$ 642,15. A Alíquota máxima de 27,5% valerá para salários cima de R$ 4.753,96, com dedução de R$ 879,85.

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