Calouros devem acirrar disputa por vaga para morar
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Wilhan Santin<br> Reportagem Local 
Dos 22,3 mil estudantes que se candidataram a ter o nome na lista de aprovados que a Universidade Estadual de Londrina (UEL) divulgou ontem, 63% não são moradores da cidade que abriga o campus da UEL.
Se a média for mantida, entre os 3,1 mil felizardos que agora comemoram a aprovação, em torno de 1,9 mil residem em outras cidades do Paraná ou em outros estados. Em outras palavras, novos habitantes de Londrina estão chegando. Se você é um deles, aperte o passo para garantir logo a moradia. As vagas são poucas e a concorrência é ferrenha num momento de mercado imobiliário aquecido.
De acordo com a supervisora de locação da Imobiliária Santamérica, Marcia Vilharquide, nos últimos anos houve um aumento do número de universidades e faculdades na cidade, aumentando também a concorrência pelos apartamentos. Além disso, segundo ela, alguns condomínios tomaram a decisão de não mais permitir que estudantes morem nos prédios, sob a justificativa de ''evitar bagunças''.
''Não é uma prática legal. Há casos de clientes nossos que entraram na Justiça contra condomínios que tomaram tal atitude e saíram vitoriosos. Porém, o estudante-locatário fica numa situação delicada quando vai para o embate judicial, com todos olhando torto para ele no elevador. Por isso, estão preferindo procurar outros prédios. O fato é que diminuíram as vagas de apartamentos para estudantes na cidade. Fato lamentável. Nós não temos nenhum tipo de problema com esse público'', comenta.
Mas para quem for ligeiro, pode ser possível achar uma boa vaga. Segundo Marcia, há bons apartamentos bem localizados, com preços de aluguel variando entre R$ 400,00 e R$ 1.000,00, ainda disponíveis.
Nos pensionatos, e são vários em Londrina, a grande maioria das vagas estão livres, mas os donos garantem que é por pouco tempo. ''Dificilmente ficamos com alguma vaga sobrando'', comenta Wilson Toshima, da PH Albatroz hospedagem estudantil.
Até mesmo no Condomínio Residencial Cidade Universitária, onde os estudantes são mais do que bem-vindos, as vagas não são muitas. Dos 224 apartamentos, aproximadamente 40 estão desocupados à espera dos aprovados no ''vestiba'' da UEL. ''Quem chegar primeiro, fica com o apartamento'', destaca o síndico e administrador do condomínio Augustinho Giacomini.
Quanto à parte burocrática, em todos os casos, além dos documentos pessoais do locatário, são exigidos fiador, que deve ser proprietário de pelo menos um imóvel - na maioria das vezes o pai do estudante - e contrato mínimo de 12 meses. Algumas imobiliárias exigem atestado de matrícula e fazem consulta aos serviços de proteção ao crédito.


