A inadimplência dos consumidores subiu em agosto, mas recuou no acumulado do ano, segundo dados do Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física divulgados ontem. Até agosto, a queda está em 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado. É o quarto recuo consecutivo na inadimplência das pessoas físicas desde o acumulado de janeiro a abril, que fechou com uma ligeira evolução de 0,4%. Já na comparação de agosto deste ano com agosto de 2006, a inadimplência das pessoas físicas aumentou 3,5%. Quando considerada a variação mensal (agosto sobre julho de 2007), o indicador da Serasa também verificou alta, de 1%.
As dívidas com os bancos registraram novamente o maior peso, com uma participação de 38,7% no índice, de janeiro a agosto de 2007. No mesmo período do ano passado, os registros representavam 31,8% da inadimplência das pessoas físicas.
O segundo lugar no ranking de representatividade da inadimplência dos consumidores ficou com as dívidas com cartões de crédito e financeiras, que nos oito meses desse ano, tiveram um peso de 30,7%. Os cheques sem fundos foram responsáveis por 27,9% da inadimplência dos consumidores, no acumulado de janeiro a agosto de 2007, contra 32,7% de participação nos oito primeiros meses de 2006.
Os registros das dívidas com o sistema financeiro tiveram um valor médio de R$ 1.270,43 e um aumento de 14,7% em relação ao acumulado de janeiro a agosto de 2006.
Para os técnicos da Serasa, o recuo de 1,1% na inadimplência dos consumidores, na relação janeiro a agosto de 2007 sobre os oito meses de 2006, torna-se mais relevante quando considerada a evolução do crédito, que até julho, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Banco Central, acumula um crescimento de 17,2% no ano.
A relação agosto de 2007 com agosto de 2006, que apresenta um acréscimo de 3,5% na inadimplência dos consumidores, reflete, em um ritmo muito menor, a expansão do crédito.
Cheques - O volume de cheques honrados no varejo do País registrou alta de 0,29% em agosto ante o mesmo mês do ano passado, revela pesquisa da empresa de verificação Telecheque. O estudo mostra que 97,03% do total de movimentações financeiras realizadas com cheques foram honradas no mês passado, ante taxa de 96,75% em agosto de 2006.
''A expectativa é que o índice de cheques honrados continue crescente, tendo em vista a preocupação do consumidor em manter seu cadastro positivo para as compras de final de ano'', afirma José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da Telecheque.
Por Estados, o melhor índice de bons pagadores foi verificado em Goiás, com 98,54% de cheques pagos. Segundo a Telecheque, o Estado registrou a maior elevação (2,71%) de cheques honrados entre os 19 estados pesquisados no estudo. Em seguida aparecem Mato Grosso (98,45%), Amazonas (97,55%) e Rio de Janeiro (97,53%).

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