'Calote' no comércio cresce em junho
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quinta-feira, 04 de julho de 2002
Da Redação 
Estísticas de vendas divulgadas ontem pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) mostram que houve um crescimento da inadimplência no varejo em junho. No mês, a Acil recebeu 8.141 novos registros de inadimplentes (pessoas que não pagaram seus débitos e foram incluídas no banco de dados do SCPC). Em maio, haviam sido registrados 7.133 consumidores (crescimento de 14,13%) e em junho do ano passado, 7.457 (crescimento de 9,17%).
Os cancelamentos (pessoas que quitaram seus débitos e foram retirados do banco de dados do SCPC) também foram maiores nos dois comparativos, segundo informa a entidade. Foram 6.331 cancelamentos no mês passado, contra 6.149 em maio (+2,96%) e 5.705 em junho de 2001 (+10,97). Mesmo com a evolução nos cancelamentos, o chamado ''estoque'' de novos inadimplentes (a diferença entre os registrados e os que tiveram o crédito reabilitado) cresceu. Em junho, o número total de inadimplentes foi aumentado em 1.810 nomes, contra 984 em maio (+83,94%) e 1.752 em junho do ano passado (+3,31%).
Ainda de acordo com os números da Acil, as vendas à vista em junho foram superiores às do mesmo mês do ano passado. O Protecheque, serviço que atende operações à vista ou no curto prazo (pré-datados), atendeu no mês passado 41.808 consultadas, contra 38.879 em junho de 2001. O crescimento foi de 7,53%.
Já as consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), que atende exclusivamente as operações de venda no crediário, tiveram desempenho idêntico no comparativo entre junho deste ano e junho do ano passado. Os dados preliminares da Acil indicam que foram feitas no mês passado 88.959 atendimentos no SCPC, contra 89.406 no mesmo mês de 2001. A variação foi de - 0,5%.
O presidente da Acil, David Dequêch Neto, afirma que os números do Protecheque revelam que o varejo de Londrina tem mostrado fôlego, apesar de o inverno não ter ainda puxado as vendas nos segmentos de roupas e calçados de frio. Ele acrescenta, porém, que o comportamento da inadimplência nesse período, embora sofra reflexos da sazonalidade, é preocupante. O crescimento no número de novos inadimplentes em junho quebra uma sequência de reduções verificadas até maio.


