A inadimplência no setor de cartão de crédito sofreu um leve repique em junho. Embora os números ainda não estejam fechados, o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Waldemar Petty, diz que, no mês passado, houve um aumento de cerca de dois pontos porcentuais no volume de faturas atrasadas há mais de 90 dias em relação aos dados de maio. Segundo Petty, os débitos nessa situação pularam de US$ 250 milhões para algo em torno de US$ 280 milhões a US$ 300 milhões.
O presidente da Abecs divide os inadimplentes em dois grupos: a menor parte é composta por aqueles que realmente não deverão pagar, porque enfrentam problemas como desemprego. A maior parte, porém, deve quitar as dívidas. Para Petty, a questão é que muita gente não sabe endividar-se.
As taxas cobradas no sistema rotativo (entre 6% e 12,1% ao mês) também são muito elevadas, o que acaba contribuindo para a elevação da inadimplência. Hoje, cerca de 35% dos usuários de cartão recorrem ao rotativo.

mockup