Calor eleva o consumo de energia das residências em janeiro
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - As altas temperaturas puxaram o consumo de energia elétrica no mês de janeiro. No País, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) registrou um crescimento de 4,9% no primeiro mês do ano em relação ao mesmo período do ano passado e chegou a 40.252 gigawatts/hora (GWh). Os setores que tiveram os maiores aumentos de consumo foram o residencial (7,9%) e o comercial (7,6%).
De acordo com informações da EPE, a ocorrência de altas temperaturas, que intensificou a utilização de aparelhos de climatização, impulsionou o consumo de energia elétrica nas residências, e também o setor de comércio e serviços, que atingiu patamar recorde, sobretudo no Sul do País. Também foi destaque, como efeito do calor excessivo de janeiro, o crescimento do consumo nas áreas rurais (10,7%), refletindo o aumento do uso de irrigação, principalmente no Sul.
O consumo industrial avançou 0,9% em janeiro, ainda sob o impacto da fraca atividade de alguns segmentos do setor de metalurgia, mas ajudado pelo desempenho da indústria no Sul do País.
O consumo de energia no Paraná teve um crescimento de 1,3% em janeiro em comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo informações da Companhia Paranaense de Energia (Copel), a redução de 12,6% no consumo industrial reflete a forte migração de empresas para o mercado livre de energia, onde passaram a comprar da Copel Geração.
Assim como no resultado do País, os segmentos que tiveram os maiores crescimentos em janeiro no Paraná foram residencial (7,6%), comercial (4,9%) e rural (8,6%).
Ainda segundo o levantamento da EPE, a região que teve o maior crescimento no consumo de energia em janeiro foi a Sul com aumento de 10,8%. Na região, os setores com maiores aumentos também foram o residencial (14,6%) e o comercial (8,8%).
Com crescimento de 4,7% no setor industrial, a Região Sul foi a que mais contribuiu para o resultado do consumo de energia em janeiro. As principais influências vieram de Santa Catarina (5,6%) e Rio Grande do Sul (4,9%). No Paraná, os setores de destaque foram produtos alimentícios, produtos de madeira e papel e celulose.
"A atividade industrial iniciou o ano com o mesmo comportamento de 2013: taxas modestas de crescimento sobre uma base já deprimida, sem indicações sólidas de maior vigor no ritmo de produção", de acordo com informações da EPE na Resenha Mensal de Mercado de Energia Elétrica divulgada ontem.


