Calor deixa verduras e legumes mais caros
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quinta-feira, 02 de fevereiro de 2006
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
''O preço está pela hora da morte''. Essa é a afirmação de consumidores e comerciantes quando o assunto é o preço de legumes e verduras. Além da alta que os produtos vêm sofrendo desde o início do ano, o problema se estende à qualidade: os tamanhos diminuíram e as folhas estão secas, manchadas e murchas.
O calor excessivo e a falta de chuva são os principais vilões. ''Já faz uns 15 dias que o preço dos legumes está subindo. Nessa época fica difícil, pois a falta de umidade afeta a produção, a oferta diminuiu, a qualidade também e o preço sobe'', comentou Dalmo Polastro, gerente de mercado da Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa).
O preço de alguns legumes chegou a ter uma inflação de até 50%. No atacado, por exemplo, segundo dados do site da Ceasa, o maço da rúcula passou de R$ 0,67 - no dia 16 de janeiro - para R$ 1 - ontem. No mesmo período, o valor do maço do cheiro verde e da salsa passou de R$ 1,50 para R$ 2,50.
Quem tem sentido esse reajuste é o consumidor. No varejo, a couve-manteiga passou de R$ 0,50, no início do ano, para R$ 0,80, em média. A rúcula está sendo repassada para o consumidor final por R$ 1,50 o maço, sendo que antes era vendida por R$ 1,00, aproximadamente.
''Passei no supermercado para comprar verdura, mas nem me deu coragem. Além de estarem feias, o preço está pela hora da morte'', frisou a costureira Luciana Alcarde. Para ela, a alface é a verdura mais prejudicada. ''Os pés de alface estão vindo pequenos e as folhas manchadas'', lamentou. A comerciante Fátima Ferro, também confirmou que a qualidade dos produtos está muito baixa. ''Costumo ter sempre legumes e verduras em casa, principalmente nessa época do ano que é bem quente, pois esses produtos são mais leves e refrescantes, mas não está dando pra comprar por causa do preço e da qualidade'', disse Fátima.
O problema, por sua vez, não deve ser resolvido tão cedo. ''Para se normalizar e ter legumes e verduras de melhor qualidade só em junho, quando o tempo começa a ficar mais fresco'', destacou Vilson Vieira de Melo, encarregado do departamento de produtos perecíveis de um supermercado da área central de Londrina.
''O consumidor reclama do preço, da qualidade dos legumes, mas é que esse tempo prejudica o produto'', lamentou Alana de Souza, encarregada de hortifrutis de um supermercado em Londrina. Alguns produtos, segundo ela, nem estão entrando na promoção semanal, por conta da quantidade e da qualidade.


