A intenção da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado de investigar a atuação do Banco Central no processo de saneamento do Banestado não irá modificar o cronograma da venda do banco paranaense. A avaliação é consenso tanto entre a diretoria do Banestado, quanto entre os senadores que, anteontem, aprovaram requerimento pedindo que o Tribunal de Contas da União analise a auditoria que o Banco Central fez no Banestado. ‘‘É muito pouco provável que esta averiguação do Tribunal de Contas interfira no leilão de privatização’’, afirmou o senador Osmar Dias (PSDB-PR), autor do pedido.
O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, e o presidente do Banestado, Reinhold Stephanes também descartam qualquer possibilidade de a atitude dos senadores atrapalhar a venda do banco. ‘‘O processo de saneamento foi transparente e legal. Jamais poderia haver um atraso no calendário de privatização por conta disso’’, afirmou Gionédis.
O presidente do Banestado disse que o processo de venda corre paralelo a qualquer outra questão ou pendência jurídica. Stephanes classificou de ‘‘sem sentido’’ a ação da Comissão de Assuntos Econômicos, que chega a ser extemporânea, em sua análise. ‘‘O Ministério Público já apura os casos de suspeita de desvio de dinheiro’’, afirmou Stephanes, ao se referir ao escândalo da Leasing. Na época, o então diretor presidente da Leasing, Osvaldo Magalhães dos Santos, e o restante da diretoria teriam liberado R$ 230 milhões para empresas que pagaram propina ou então para empresas fantasmas.
O caso da Leasing é onde os senadores se focaram para pedir a investigação do Tribunal de Contas. O senador Osmar Dias diz que o Banco Central não poderia ter concordado em dar dinheiro para cobrir o rombo de um desvio de dinheiro. ‘‘Podemos analisar que houve no mínimo complacência do Banco Central’’, acusou Dias.(C.M.)

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