Caldeira gera economia e menos poluição
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segunda-feira, 22 de setembro de 2003
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
A instalação de uma caldeira de óleo para geração de energia térmica utilizando resíduos de madeira como combustível deve gerar economia de cerca de R$ 100 mil mensais em gastos com óleo diesel para a Águia Participações, grupo empresarial com sede em Ponta Grossa, no Centro-Sul do Estado do Paraná. A instalação da caldeira deve consumir R$ 1,3 milhão em investimentos e está sendo feita de acordo com normas do protocolo de Kioto para controle de emissão de poluentes.
A caldeira, fabricada com tecnologia nacional, deve chegar hoje a Ponta Grossa, e vai fornecer energia térmica para duas das três indústrias do grupo Águia: uma siderúrica (Águia Sistemas) e uma fábrica de resinas sintéticas (Águia Química). A terceira fábrica, que beneficia pinus para a indústria moveleira e de construção civil, é a que deve fornecer o combustível para a caldeira.
Segundo o engenheiro responsável pelo projeto de instalação do novo sistema, Valter Luiz Grachinki, a utilização de energia térmica nas indústrias consumia, em média, 80 mil litros de óleo diesel por mês. ''Além de economizarmos com a utlização de combustível produzido pelo próprio complexo (a biomassa de madeira), estaremos diminuindo significativamente a emissão de poluentes, já que o diesel é um combustível fóssil.''
Utilizada como catalisadora de reações químicas necessárias à fabricação das resinas e para a polimerização de metais, a energia térmica gerada pela nova caldeira será equivalente à queima de 364 quilos de gás de cozinha por hora. A economia proporcionada pelo novo sistema deve chegar a 65% do dinheiro gasto atualmente para a geração de energia, ou cerca de R$ 95 mil mensais.
''Nossa intenção é promover a sinergia entre as indústrias do grupo, gerando economia de forma ambientalmente correta'', explicou o diretor presidente da Águia Florestal, Álvaro Scheffer. ''A Águia Floresta produz cerca de 50 toneladas de resíduos de madeira por dia. Nada mais natural do que usar essa energia''. Segundo Scheffer, antes de ser destinada à queima, a biomassa de madeira era vendida para a fabricação de MDF, um tipo de compensado, mais pesado e resistente. A caldeira deve consumir duas toneladas de biomassa por hora. Scheffer estima que ela deve estar em funcionamento dentro de 35 dias.


