Calçados começaram a ser liberados ontem
Agência Estado
De Buenos Aires
Assustado com a rápida reação do governo brasileiro, o governo argentino decidiu liberar parte dos carregamentos de calçados provenientes do Brasil destinados ao mercado argentino. Até o final da tarde de ontem haviam sido emitidas seis licenças que per mitiram a liberação de 50 mil pares de calçados que estavam retidos na alfândega de Buenos Aires. Estava previsto que seriam liberadas outras cargas ainda na noite de ontem, no total de 300 mil pares.
Não é correto, rebateu Juan Dumas, presidente da Capcica, associação que reúne produtores e importadores argentinos, referindo-se à explicação dada por Jorge Campbell, secretário de Relações Econômicas Internacionais, de que a demora na liberação dos calçados brasileiros devia-se à não-apresentação dos papéis requeridos pelos importadores argentinos. A responsabilidade é totalmente do governo argentino. As licenças foram apresentadas há varios dias, e se havia algum problema, eles deveriam ter nos notificado há tempo, afirmou.
A embaixada do Brasil na Argentina esteve acompanhando o caso da empresa Almiro Grings, fabricante da marca Picadilly, que corria o risco de ver parte de seu carregamento recolhido pela aduana e levado a leilão para servir como pagamento das despesas de armazenamento. Foi feito um protesto, já que se os calçados não podiam sair da alfândega no prazo correto, era porque o governo argentino era o culpado da não-liberação. A embaixada recebeu a promessa do governo argentino de que o leilão não ocorreria.
O acordo entre o setor de calçados do Brasil e da Argentina estabelece a entrada de 1,7 milhão de pares até dezembro, divididos em cotas de 680 mil pares em outubro, 680 mil em novembro, e 640 mil em dezembro.





