Caixão marca despedida do Banestado
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de setembro de 2001
Sid Sauer 
O Sindicato dos Bancários de Campo Mourão realizou ontem um protesto contra o fechamento da única agência do Banestado da cidade. Durante todo o horário de expediente, um caixão foi deixado em frente ao banco. ''Aqui jaz uma agência do Banestado'', dizia a lápide improvisada junto ao caixão. A partir de segunda-feira, o atendimento será feito no banco Itaú.
Os sindicalistas também distribuíram santinhos comunicando a morte do banco. Ao lado do caixão, um painel dizia que a causa da ''morte'' foi a privatização e trazia os nomes e as fotos de 34 deputados estaduais apontados como culpados pela venda do banco à iniciativa privada. O painel também tinha a foto do governador Jaime Lerner.
A presidente do Sindicato dos Bancários, Mirna Loi Labre, disse que o fechamento e incorporações de agência estão causando demissões de funcionários do Banestado mesmo após o Plano de Demissões Voluntárias (PDV) instituído no início do ano. A direção do Banestado, em Curitiba, nega que esteja ocorrendo demissões depois do PDV.
Segundo Mirna, as demissões estão atingindo principalmente funcionários com lesões por esforços repetitivo (LER) e dirigentes sindicais. Ela disse também que empregados estão sendo transferidos para agências que devem ser desativadas em breve. A direção do Banestado alegou que a incorporação ocorreu porque as agências do Banestado e do Itaú são muito próximas.
O Banestado foi o primeiro banco de Campo Mourão, inaugurado no dia 15 de novembro de 1952.


