ModernidadeJorge Kalache Filho, superintendente de negócios da Caixa em Curitiba: ‘‘Está abolida a antiga estrutura que centralizava em agências específicas o atendimento ao cliente’’A Caixa Econômica Federal está implantando em suas 500 maiores agências o Programa 500, um projeto de modernização para não perder terreno entre os bancos comerciais que operam no Brasil. Com 13 milhões de correntistas, a Caixa está reinaugurando agências melhor equipadas e lançando no mercado novos produtos, como o homebank e o officebank, além de programas para recolhimento de INSS e FGTS via disquete.
Em todo o Brasil, a Caixa tem 1.876 agências. As escolhidas para fazer parte da primeira etapa do programa são as maiores, localizadas em grandes centros. Todas as 25 agências de Curitiba estão incluídas. Entre as 150 agências do Paraná, também vão entrar no programa agências de Foz do Iguaçu, Cascavel e Ponta Grossa.
Em visita à Folha, o superintendente de negócios do escritório de Curitiba, Jorge Kalache Filho, explicou que, com a nova proposta de atendimento, está abolida a antiga estrutura que centralizava em agências específicas as questões relativas a habitação, prestação de serviços e atendimento ao trabalhador.
O processo de modernização da Caixa começou há cerca de dois anos e meio, quando foram extintas as superintendências regionais - cargos de comissão - e criados 86 cargos de chefia em todo o Brasil, preenchidos através de testes seletivos. A partir daí, a adoção do Programa de Racionalização e Competitividade, que alcançou todos os postos de gerência, começou a ser estendido para as agências e clientes.
Entre os planos da Caixa num futuro próximo está uma parceria com as 450 casas lotéricas do Paraná. A exemplo do que já vem acontecendo com contas de água, luz e telefone - só em outubro as casas lotéricas paranaenses receberam 478 mil faturas -, as prestações da casa própria e mesmo depósitos em caderneta de poupança poderiam ser encaminhados nas loterias.
Um dos produtos recentes e mais bem-sucedidos da Caixa é a carta de crédito associativa. ‘‘Agora, damos cartas de crédito diretamente aos mutuários, que, reunidos, pagam uma construtora para erguer o prédio’’, explica Kalache..

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