Quem precisou dos serviços da Caixa Econômica Federal nos últimos dias estranhou a nova forma de atendimento. Há pelo menos 15 dias, a Caixa só atende com agendamento de horário - a exceção daqueles que fazem uso do auto-atendimento. Para fazer o agendamento a pessoa tem que ligar para o telefone da agência desejada, enquanto a Caixa não crie um número para o 0800. O horário também pode ser programando, através de uma funcionária do auto-atendimento que faz a previsão do tempo que levará para a pessoa ser atendida. Enquanto isso, a pessoa vai ficar esperando, sentada, até que chamem o nomemto dela, ou retornar no horário marcado.
O superintendente de negócios da Caixa em Londrina, Roberto Bachmann, diz que o novo sistema é uma evolução do processo de atendimento. ''Antigamento cada guichê tinha uma fila, como nos supermercados. Depois evoluiu para o modelo de fila única. Agora, queremos melhorar mais. Nosso objetivo é equalizar o atendimento e evitar que as pessoas permaneçam por mais tempo na fila. Elas não vão precisar ficar na fila antes da agência abrir, por exemplo, como ocorria antes'', explica Bachmann.
De acordo com ele, a pessoa vai ver qual o melhor horário para ser atendida.E quem não puder retornar à agência em outro horário, garante Bachmann, poderá ser encaixada naquele dia. Neste caso, a Caixa vai identificar se a operação pode ser feita no dia ou em outra data.
O sistema de agendamento já vinha funcionando, há alguns meses, para interessados na liberação do Fundo de Garantia, PIS e Seguro Desemprego. Segundo ele, pelo menos 70% do atendimento da Caixa com esses três tipos de operações. O superintendente descarta a idéia de que o novo sistema é limitador de atendimento. ''Temos tido um bom feedback. Em Ibiporã, por exemplo, o sistema funciona desde o início do ano com sucesso. É uma mudança de paradigma que está sendo elogiada em outros locais do País'', defende Bachmann.
Entre os clientes, no entanto, ainda não há um consenso. ''Para algumas operações pode ser interessante, mas para quem vai no caixa pagar ou receber não convém programar'', comenta o contador Fernando Doto. A professora Silvana Cristina de Oliveira também faz ressalva ao sistema. ''Não gostei deles terem falado meu nome no microfone para todo mundo ouvir, acho que se fosse por senha seria melhor'', reclama. Para o auxiliar administrativo, Júlio César Januário, a intenção do banco é fazer tudo para melhorar a espera na fila, mas talvez o melhor remédio fosse colocar mais caixas para o atendimento. Ele disse que levou pelo menos 50 minutos para ser atendido.
O diretor do Sindicato dos Bancários, Paulo Lima, informa que quem procurar as agências da Caixa não pode ser prejudicado no seu direito de operar o sistema bancário, que é público. ''Se há clientes que acham o sistema mais cômodo tudo bem, mas não pode ser um limitador. Quem vai na agência e quer ser atendido, tem que ser atendido'', comentou.

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