Caixa reduz juros para financiamento da casa própria
Expectativa de entidades ligadas ao setor imobiliário é de aquecimento do mercado com as medidas
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quarta-feira, 05 de junho de 2019
Expectativa de entidades ligadas ao setor imobiliário é de aquecimento do mercado com as medidas
Aline Machado Parodi - Grupo Folha 

A Caixa Econômica Federal vai cortar juros no crédito imobiliário e oferecer novas alternativas para renegociação de financiamento de imóveis em atraso, anunciou o banco público nesta quarta-feira (5).
As reduções de taxas ocorrem tanto no SFH (Sistema Financeiro de Habitação), para imóveis até R$ 1,5 milhão e que permite o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), quanto no SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), para aqueles acima desse valor, mas que não contemplam a possibilidade de uso do Fundo.
No SFH, a taxa para clientes com conta na Caixa caiu de TR (Taxa Referencial, hoje zerada) mais 8,75% ao ano para TR mais 8,5% ao ano. No SFI, a redução foi de TR mais 9,75% ao ano para TR mais 8,5% ao ano, também para correntistas do banco. Ambas começam a valer a partir de segunda (10). A taxa Selic está em 6,5% ao ano.
De acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, a redução das taxas de juros do crédito imobiliário facilita o acesso à casa própria. “Além de ampliar a oferta de crédito imobiliário em condições competitivas de mercado, a redução dos juros demonstra nosso compromisso com as melhores condições de financiamento para as pessoas e colabora para a retomada de investimentos no setor, com a criação de empregos, mais renda e aquecimento da economia”, afirma.
O presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil), Rodrigo Zacarias, afirmou que medida deverá aquecer o mercado que está em recuperação. “Já houve uma movimentação com lançamentos e obras que iniciaram. Existe uma cara de retomada, não só uma promessa”, afirmou Zacarias.
Segundo ele, há empresas de Londrina e de fora procurando terrenos e fechando contratos para novos empreendimentos. “O mercado está bem dinâmico”, disse.
Para o presidente do Sincil (Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina), Marco Antônio Bacarin, as medidas vêm aumentar e reforçar a reação que o mercado começa a apresentar. “A taxa menor reduziu para 8,5% e a Selic é 6,5%, é um número animador. São taxas de juros que vão ajudar muito a melhorar a expectativa do mercado”, comentou.
O banco também decidiu ampliar as formas de renegociação de financiamento imobiliário atrasado. Cerca de 600 mil famílias, ou 2,3 milhões de clientes, poderão regularizar o imóvel atrasado, segundo estimativas do banco.
Entre as opções oferecidas está a de pagar à vista uma entrada e incorporar as parcelas atrasadas em prestações a vencer. Também poderão usar o saldo do FGTS para diminuir a prestação ou mudar o vencimento. Os clientes que não se enquadrarem em nenhum destes casos poderão negociar outro tipo de acordo com a gerência do banco.
Segundo Guimarães, o banco preparou novas condições para os clientes regularizarem as dívidas dos contratos habitacionais em atraso. “Entendemos que os brasileiros passaram por situações difíceis nos últimos anos e, diante disso, estamos oferecendo uma oportunidade para que possam regularizar os pagamentos, adequar os compromissos e manter o equilíbrio financeiro familiar”, diz o presidente do banco.
“O mercado esperava por itens com relação as renegociações das dívidas. A Caixa tem perto de 70 mil imóveis no país que estão sendo retomados por falta de pagamento e esse leque de renegociação vai reduzir bastante esse número. É uma oportunidade ímpar”, comentou Bacarin.
As condições de renegociação oferecidas dependem da situação do contrato, tais como valor contratado, valor da garantia, cota de financiamento e quantidade de prestações já pagas. (Com Agência Estado)


