A Caixa Econômica Federal recebeu ontem cerca de 200 propostas de clientes interessados nos 268 imóveis oferecidos através da modalidade leilão. Trata-se do maior lote já oferecido na região de Londrina. Na segunda-feira, às 14 horas, a Caixa abre os envelopes, na agência centro, na Rua Rio de Janeiro, 399, em Londrina. O resultado oficial do leilão será divulgado no dia 29.
O gerente de mercado, Ruy Baroni, disse que o número oficial de propostas do leilão deverá ser conhecido hoje pela manhã. Os 200 envelopes foram coletados junto às agências que administram imóveis, mas, de acordo com as regras do edital, os interessados poderiam deixar suas propostas em qualquer agência da Caixa. A expectativa do gerente é de que cerca de 270 interessados tenham apresentado propostas.
Baroni disse ontem que, historicamente, 30% dos interessados optam pelo pagamento à vista. O restante se candidata a mutuário, financiando a dívida parcialmente ou na sua totalidade. O gerente disse que a desvalorização do dólar, ocorrida desde o final da semana passada, não afetou o leilão da Caixa e nem deverá prejudicar os futuros mutuários.
‘‘Imóvel se caracteriza por ser um excelente investimento, além disso esta flutuação do dólar não deverá trazer variações na inflação’’, afirmou ele. A inflação prevista para este ano, afirmou Baroni, é de 7%, com perspectiva de redução deste índice a partir da aprovação do ajuste fiscal.
Ontem à tarde o movimento foi grande na agência centro da Caixa em Londrina. Interessados procuraram os balcões de atendimento do banco para apresentarem as propostas. O funcionário público James Dessunti espera vencer a concorrência para comprar um apartamento de três quartos. Para isso ele apresentou três propostas. ‘‘Alguma terá de dar certo’’, afirmou. Para os três casos ele optou pelo pagamento à vista. ‘‘É um dos critérios de desempate, além disso prefiro fugir dos juros’’, afirmou.
O técnico em contabilidade Genésio Alves Rodrigues foi outro que preferiu fugir do financiamento. Ele apresentou propostas para a compra de dois apartamentos de três quartos. O objetivo é garantir a moradia dos filhos. ‘‘Imóvel é um grande investimento. Em Londrina os preços estão sempre adequados à realidade’’, afirmou. As notícias da desvalorização do dólar na semana passada, disse, serviram para que optasse definitivamente pelo pagamento à vista.

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