Caixa quer investir 100 mi na região
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sábado, 21 de janeiro de 2006
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Em meio a um cenário político-eleitoral, o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, assinou, ontem de manhã, convênio com a Prefeitura de Londrina para a liberação de R$ 15,7 milhões para a construção de 500 moradias do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Ainda em 2006, a expectativa do banco é destinar, somente para habitação, cerca de R$ 100 milhões para o município e região, R$ 640 milhões para o Paraná e R$ 17 bilhões em todo o País.
Segundo Mattoso, o montante deve ''amenizar'' o déficit habitacional de 14 mil unidades na cidade. O convênio vai beneficiar famílias com renda de até seis salários mínimos. ''O déficit habitacional continua sendo o grande desafio do Governo Federal. A meta para este ano é construção de, pelo menos, duas mil unidades na cidade'', adiantou o presidente da Caixa. Estavam presentes na assinatura do convênio, entre outros políticos, o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
A expectativa de Mattoso está baseada nos resultados obtidos pelo banco em 2005, quando foram liberados para investimentos em Londrina cerca de R$ 78 milhões. ''Nós tivemos a satisfação de termos tido, no ano passado, o melhor período na habitação dos últimos 10 anos'', definiu. Ele lembrou que, em 2005, 79% dos recursos liberados foram destinados à famílias com rendas de até cinco salários mínimos.
O montante liberado inicialmente pelo banco vai servir para a construção de dois empreendimentos, localizados na Zona Norte: o Residencial Abel Chimentão - com 244 unidades - e o Residencial Anselmo Vedoato - com 256 unidades. Por meio do arrendamento residencial, as famílias contempladas vão pagar prestações mensais durante 15 anos e, ao final, se tornam proprietárias do imóvel.
O presidente da Caixa frisou que, assim como outros programas habitacionais do governo, no PAR existe um subsídio para o pagamento das prestações, ou seja, não se trata de um ''financiamento puro''. ''O subsídio é muito importante para a população de baixa renda fazer um financiamento. Não dá para imaginar uma população que ganha até três salários mínimos tomar um empréstimo nas condições normais'', observou. De acordo com Mattoso, no ano passado, R$ 1 bilhão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foi destinado para a habitação em forma de subsídios.
Conforme o presidente da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), Carlos Eduardo Afonseca e Silva, o órgão deve encaminhar à Caixa - para a seleção e posteriormente o sorteio - a inscrição de cerca de quatro mil famílias, com renda de três a seis salários mínimos, que podem conseguir um financiamento pelo PAR. Segundo Afonseca, dentro da meta para este ano, de iniciar a construção de duas mil unidades habitacionais, o objetivo é atender também famílias que ganham até três salários mínimos.


