Caixa quer aplicar o dobro em habitação
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sábado, 13 de dezembro de 2003
Renato Andradee Sheila D'Amorim<br> Agência Estado 
Brasília Se este ano foi difícil utilizar integralmente o R$ 1,4 bilhão previsto para o financiamento de melhorias no saneamento básico, para 2004 o governo tem uma meta ainda mais ousada. Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, as operações para as áreas de saneamento e de habitação ultrapassarão os R$ 12 bilhões, praticamente o dobro dos R$ 6,7 bilhões destinados aos dois setores este ano. Para isso, ele espera contar com o aval do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para liberação de R$ 7,45 bilhões do fundo. O restante será composto por recursos da própria Caixa, do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do orçamento da União.
Este ano, a Caixa só conseguiu liberar até agora cerca de R$ 100 milhões para projetos de saneamento apesar de contar com R$ 1,4 bilhões para isso. O problema foi a restrição imposta a estados e municípios para tomar esses recursos emprestados. Na próxima semana, Mattoso disse que serão anunciados os contratos de financiamentos com estados e municípios que garantirão a utilização integral do dinheiro. Em 2002, o total liberado para saneamento foi de apenas R$ 235 milhões, segundo Mattoso.
Na área de habitação, a Caixa aposta suas fichas na criação de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, fundos de investimento por meio dos quais é possível captar recursos no mercado para financiar a construção de casas. Segundo Mattoso, a Caixa já fez um projeto nessa linha com a prefeitura de São Paulo para construção de 1.200 casas para servidores municipais.


