Caixa quer acabar com estigma
Agradar e atrair empresários e mutuários ao mesmo tempo é um trabalho árduo para a Caixa Econômica Federal. Mudanças políticas atingiram diretamente o setor econômico no passado, quebraram regras e criaram mitos que mesmo depois de muitos anos e com uma economia atualmente''equilibrada'' ainda persistem na lembrança da população.
''Eu concordo com os empresários que até hoje nós temos mutuários que estão devendo o triplo do que o imóvel vale. Mas isso aconteceu por algumas atitudes políticas de governos passados e daí não dá para ter muita explicação sobre o fato. Mas hoje a Caixa administra esses passivos de uma forma que a comunidade brasileira sabe'', explicou Rogério Pain, gerente de negócios da Caixa em Londrina, concordando com a opinião dos debatedores de que o banco precisa de uma política para desmitificar os financiamentos, além de encontrar formas de atrair tanto os empresários como os mutuários.
Ele afirmou que esse estigma do financiamento que a população criou - ''se financiar você não consegue pagar'' - não existe mais. ''Hoje em dia, para se ter uma idéia, a prestação dos mutuários todo ano cai um pouquinho'', argumentou Pain. Ele reforçou que o banco está sempre de portas abertas para tentar negociar com os clientes. Segundo ele, em Londrina existe uma Vara de Habitação, onde em 90% dos casos julgados são feitos acordos com os mutuários.
Na tentativa de quebrar esse mito, Pain frisou que pelo fato da Caixa ter mais de R$ 10 bilhões disponíveis para crédito imobiliário e pela necessidade do mercado em adquirir financiamentos para a compra da casa própria, o banco tem condições de entrar no mercado ''equalizando''. Para isso, além das linhas de financiamento, uma das estratégias é contar com a contribuição dos empreendedores. ''A Caixa tem flexibilizado uma série de condições para que os empreendedores da construção possam efetivamente chegar e começar a fazer parcerias e mostrar que o financiamento não é um bicho-papão que vinha comendo criancinhas'', brincou o gerente.
Quanto às taxas de juros, Pain informou que isso é uma realidade do mercado e atinge diversos setores e não apenas o habitacional. ''Essa questão dos juros é macroeconômica'', corroborou Marcos Alberto Rocha Augusto, supervisor da Caixa. (E.Z.)





