Curitiba - A Caixa Econômica Federal realiza desde ontem o leilão de 3.473 lotes de joias, relógios e metais nobres. As peças fazem parte de contratos de penhor não resgatados pelos clientes em 18 agências do banco no Paraná. O valor do lance mínimo dos lotes varia de R$ 60,00 - um anel de ouro - até R$ 14.976,00 composto por diamantes lapidados. O leilão termina hoje.
Estão à venda lotes de joias das agências dos municípios de Cascavel, Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Guarapuava, Londrina, Maringá, Paranavaí, Cianorte, Umuarama, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Telêmaco Borba, Toledo.
A Caixa realizou algumas alterações no penhor. A mudança mais significativa diz respeito ao valor do percentual máximo de empréstimo sobre o bem avaliado, que passou de 80% para 85%. O valor mínimo continua sendo de 10% da avaliação do bem.
Também houve aumento do valor da Unidade Pignoratícia (UP), índice-padrão utilizado para fixar o valor de um grama de ouro. Desde 25 de fevereiro, o índice passou de R$ 28 para R$ 33. A alteração valerá também para os contratos que forem renovados.
Os bens que servem de base para as operações de penhor geralmente são joias em metais nobres, com ou sem pedras preciosas, relógios de joalherias com marcas famosas e canetas com valores elevados.
Os prazos de contratação do empréstimo variam de um a 180 dias. O limite mínimo é de R$ 50,00 e o máximo de R$ 50 mil. A taxa de juros é de 2,25% ao mês. No caso do micropenhor, destinado a quem não possui saldo médio mensal em conta corrente ou aplicação financeira acima de R$ 3 mil a taxa é de 1,7% ao mês. Nesta modalidade, o empréstimo é limitado a R$ 1 mil.
Em 2008, as agências da Caixa que operam as linhas de penhor emprestaram R$ 4,9 bilhões nas modalidades, em um total de 8,5 milhões de operações. Para este ano, a expectativa é ultrapassar a marca dos R$ 5,5 bilhões. Até o dia 25 de fevereiro, o banco realizou 1,3 milhões de contratos de empréstimo de penhor, que totalizam R$ 780 milhões. Atualmente, 453 agências do banco atendem a modalidade, mas este número deverá chegar a 473 em 2009.
A comerciante Albertina Barbosa Lemes participou ontem pela primeira vez de um leilão de joias e pretendia gastar cerca de R$ 1,5 mil em correntes e pulseiras. ''Os preços de joias no leilão são mais em conta'', disse a comerciante Maria Terezinha de Jesus. A previsão dela era investir R$ 7 mil em peças vendidas pela Caixa. O comerciante autônomo José Viniarski que também participou do leilão disse que havia peças caras e baratas no banco.

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