A Caixa Econômica Federal lança hoje a poupança vinculada à compra de imóveis residenciais e comerciais. A chamada Poupança de Crédito Imobiliário ou ‘‘Poupanção’’ vai atender a pessoas físicas e jurídicas com recursos captados pela poupança imobiliária, cobrando juros de 12% ao ano.
O cliente fiel, que depositar no período de 12 meses, ficará livre da comprovação de renda e receberá o empréstimo através de sorteios mensais, a partir do 13º mês de depósito, ou no final dos 24 meses de poupança. A informação é do gerente de mercado da CEF em Londrina, Maurício Quarezemin.
Quem já se inscreveu ou nãopara a compra da casa própria poderá optar por este sistema. ‘‘O valor dos depósitos mensais vai depender do preço do imóvel’’, afirma o gerente, adiantando que a Caixa deve utilizar o Sacre (Sistema de Amortização Crescente) na elaboração dos contratos.
‘‘Quando você financia, você paga uma parcela de juros e outra de amortização. Na tabela Sacre, você paga mais amortização do que juros, fazendo com que o saldo devedor decresça rapidamente e evite resíduos no final do contrato; é um sistema que facilita a quitação’’.
Quarezemin fala que o banco tem atuado em várias frentes para facilitar o acesso de candidatos às linhas de financiamento e até mesmo o serviço bancário. ‘‘Hoje a Caixa trabalha com produto de balcão, ou seja, o cliente apresenta o imóvel e sai com uma carta de crédito. Se emitimos ‘xis’ cartas de crédito num período, sabemos com certeza que, vencido o prazo, teremos ‘xis’ contratos assinados’’. É o contrário do que vinha fazendo.
O banco emitia primeiro as cartas de crédito, depois ficava à espera da apresentação do imóvel. Só em Londrina, 1.600 cartas perderam a validade em 30 de junho - os portadores simplesmente não apareceram. Hoje, quem deseja financiar um imóvel vai direto ao balcão. Caberá ao gerente liberar ou não o dinheiro.
O programa de empréstimo da CEF para a compra de imóvel novo ou usado, ou de terreno urbanizado, via FGTS, exige renda familiar mensal de até 12 salários mínimos (R$ 1.440,00). O preço do imóvel (valor de mercado) não pode passar de R$ 65 mil e a carta de crédito, R$ 32.600,00. Tudo a juros de 3% a 7% ao ano. ‘‘Menor a renda, menor o juro’’.
O que não pode acontecer é o poupador depositar menos do que o mínimo fixado em contrato. Nesse caso e também se ele deixar de fazer o depósito por um único mês, perde o direito ao financiamento, sendo sua poupança transformada numa caderneta comum.
De acordo com a tabela da Caixa, quem quer um financiamento de R$ 20 mil precisará poupar, por 12 meses, R$ 311,11. Um financiamento de R$ 40 mil exigirá uma poupança mínima mensal de R$ 622,22. Já para obter um financiamento de R$ 100 mil, o futuro mutuário terá que poupar, todo mês, R$ 1.833,33.
Um outro programa, o Carta de Crédito CEF, permite apenas a compra de imóvel novo ou usado, usando o FGTS no pagamento da entrada. Imóveis que custam até R$ 120 mil têm 80% do valor financiados; acima deste preço, o empréstimo cai para 30%. Na Caixa, ainda, a classe média vem sendo chamada mensalmente para fechar o seu contrato habitacional, financiando sem limites e pagando juros de 12% ao mês.

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