Rio de Janeiro - Um novo fundo de investimento foi lançado pela Caixa Econômica Federal para incentivar o esporte olímpico nacional. O fundo é destinado a pessoas físicas e jurídicas e tem uma aplicação mínima de R$ 100. Parte da taxa de administração, que é de 3%, será repassada ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que vai gerenciar os recursos distribuindo-os entre as diversas modalidades esportivas. A aplicação é formada principalmente por títulos públicos federais ligados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
A comercialização do Caixa Fic (Fundo de Investimentos em Cotas) Pró-Olímpico teve início no último dia 16. Os juros serão pagos conforme taxa referenciada, que é atrelada à variação DI. Por exemplo, nos últimos 30 dias a variação DI foi de 0,97% e, no caso do fundo, ainda são descontados a taxa de administração (de 3%) e Imposto de Renda sobre a rentabilidade (no momento do resgate). A tributação de IR é regressiva e varia de acordo com o tempo que o dinheiro ficou aplicado. Os índices ficam entre 22,5% e 15% sobre a rentabilidade.
Segundo o superintendente regional da Caixa, Roberto Luiz Bachmann, a estimativa é que até o final de junho as captações com o fundo cheguem a R$ 1 milhão em toda a região (que abrange 92 municípios). A presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, acredita que o instrumento financeiro vai possibilitar a conquista de novas medalhas para as equipes brasileiras em competições internacionais e incentivar a formação de novos atletas. ''Estamos lançando o fundo que vai captar recursos do mercado e 1% da taxa de administração será destinada à formação de novos profissionais olímpicos. Todo o processo de material esportivo, capacitação, treinadores, será viabilizado com parte desses recursos'', explicou.
O presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, destacou que, inicialmente, serão atendidas modalidades menos desenvolvidas no cenário esportivo nacional e que contam com um número menor de atletas. Entre elas, segundo Nuzman, estão esgrima, levantamento de peso, remo, canoagem e tênis de mesa. ''É um projeto pioneiro no mundo. As modalidades menos desenvolvidas vão precisar formar novos valores, dentro do objetivo de alcançar uma seleção brasileira e uma equipe olímpica permanente. Nós estamos traçando um novo caminho que vai possibilitar o desenvolvimento de diversas modalidades'', afirmou o presidente do COB.

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