Caixa estuda mudanças para a poupança
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segunda-feira, 13 de outubro de 2003
Agência Estado 
Brasília - A velha caderneta de poupança poderá ganhar roupagem nova na remodelação que a Caixa Econômica Federal está preparando. Segundo seu presidente, Jorge Mattoso, a instituição quer deixar de ser conhecida exclusivamente como o banco da população de baixa renda e do financiamento da casa própria. Para isso, pretende abocanhar o segmento da classe média e alta com o lançamento de novos produtos.
Apesar de ter crescido a participação do mercado enquanto todo mundo perdeu, a Caixa quer incentivar a permanência dos depósitos na poupança por um período maior, dando algum tipo de vantagem para quem deixar o dinheiro aplicado por mais tempo.
No passado, para incentivar a poupança, a Caixa instituiu sorteios pela loteria federal para os seus poupadores. A iniciativa foi seguida por outros bancos. Mattoso não quis detalhar a idéia em estudo para estimular a caderneta, mas disse que para entrar em vigor ela tem de ser aprovada pelo Ministério da Fazenda.
Pelos dados da Caixa, os depósitos em poupança foram positivos no primeiro semestre de 2003 alcançando, até setembro, R$ 991,31 milhões, o que fez com que a participação da instituição no mercado passasse de 30,06% (posição de dezembro de 2002) para 31,18% (setembro de 2003). No mesmo período as demais instituições financeiras perderam depósitos nesse tipo de aplicação no valor de R$ 2,38 bilhões.
''A Caixa não quer mais ficar num canto do mercado, o dos programas sociais, dos pobres. Ela vai fazer isso porque é sua obrigação, mas vai também disputar o mercado da classe média'', afirmou. Segundo o presidente da Caixa, para conseguir mercado a instituição terá de investir pesadamente em tecnologia e na expansão da rede, inclusive de correspondentes bancários nos centros urbanos com mais de 80 mil habitantes. ''Somos o único grande banco fora da lista de reclamações do Banco Central graças à melhoria do atendimento ao cliente, melhoria de atendimento nas agências e também à utilização de canais alternativos'', comemorou.
Em 2004 serão inauguradas mais 280 agências completamente equipadas. O investimento em tecnologia alcançará, em dois anos, R$ 1,4 bilhão.


