Depois de um ano de 1999 considerado de recessão para todos os setores da economia, os paranaenses voltaram a requisitar financiamentos para a construção ou compra da casa própria. Somente a Caixa Econômica Federal, maior agente financiador, liberou R$ 141 milhões para o setor de habitação, quase três vezes (176%) mais em relação ao primeiro semestre do ano passado. O mesmo aumento foi verificado nas autorizações para financiamento a pequenas empresas, que receberam R$ 80,6 milhões, ou seja, um crescimento de 130%. Somadas as duas carteiras, a Caixa fechou o semestre com um repasse de R$ 222 milhões, o que representa um crescimento de 158%.
O superintendente regional de negócios da Caixa, Aparecido Ferreira Rolim, avalia que o aumento está relacionado com a retomada das atividades econômicas. ‘‘Não temos mais grandes oscilações e podemos contar com maior estabilidade e com mais parcerias firmadas’’, afirmou. Rolim disse ainda que foi necessário fazer uma suplementação de R$ 28 milhões nas verbas orçadas para o ano, que eram de R$ 68 milhões iniciais. Esses valores se referem aos empréstimos tomados com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A Conta Crédito Individual somou R$ 70 milhões.
O balanço feito pela Caixa Econômica mostra que, em valores, os recursos foram tomados em quantias semelhantes pela população de baixa renda (um a 12 salários mínimos) e por quem recebe acima de 12 mínimos. Mas o número de contratos liberados para a baixa renda é quatro vezes maior.
No financiamento empresarial, a Caixa Econômica Federal retirou-se, no final do ano passado, do segmento das grandes empresas, que têm faturamento acima de R$ 35 milhões. O banco lançou o programa Caixa Empresa que traz linhas de crédito de capital de giro e investimentos para as micro e pequenas empresas.

mockup