Fazer saques, depósitos e outras transações financeiras sem sair de casa, pelos sistemas de home bank, têm se mostrado uma excelente alternativa para aqueles que não têm tempo de enfrentar fila nos bancos. Mas para muitos clientes, o banco via Internet e os caixas eletrônicos são sinônimos de dor de cabeça e constrangimento.
É o caso do aposentado Carlos Silvestre, que mora na zona rural de Ponta Grossa e vai ao centro da cidade uma vez por mês, para receber. ‘‘Eu preferia quando a gente ia no balcão, entregava o documento e o caixa fazia o pagamento’’, diz o aposentado. ‘‘Agora, quando a moça que ajuda a gente a receber nessa máquina não está por aqui, tenho que pedir ajuda para outros clientes’’, conta. Nesses pedidos de ajuda, Silvestre já contou inclusive o número da sua senha para pessoas estranhas. ‘‘Eu sei que a senha deve ser um segredo, mas se eu não sei usar a máquina, tenho que pedir ajuda’’, alega.
Assim como o aposentado, muitos outros clientes não gostam ou não sabem usar os caixas eletrônicos, mas em muitos bancos estão sendo obrigados a ‘‘aprender’’. ‘‘Estamos modernizando nosso atendimento e por isso auxiliamos nossos clientes a usar o caixa eletrônico até que ele se habitue e passe a fazer uso sozinho’’, diz o atendente de um banco em Ponta Grossa, Márcio Sanches.
Outra queixa dos clientes de bancos quanto aos caixas eletrônicos é a falta de segurança nesses locais. Os guardiões normalmente ficam dentro da agência e os caixas eletrônicos para fora, numa espécie de ante-sala. ‘‘Quando um fornecedor passa a oferecer um produto, ele é responsável pela segurança do consumidor ao usar este novo produto’’, salienta o presidente do Procon no Paraná, Naim Akel Filho. Por isso, assaltos e golpes aplicados em usuários de caixas eletrônicos precisam ser ressarcidos ao cliente pela instituição financeira. ‘‘Nesse ponto, o novo Código Bancário também é excelente, porque deixa claro que o banco é responsável’’, diz Akel.
No caso de problemas com transações feitas via Internet, Akel diz que além de poder ser responsabilizado no quesito segurança, o código também dá margem para que esses problemas sejam considerados como propaganda enganosa ou abusiva, condição também prevista no novo código. ‘‘Se um banco faz propaganda do seu sistema via Internet dizendo que é seguro e não consegue garantir esta segurança, ele está fazendo propaganda enganosa ou abusiva e poderá ser punido’’, explica.
No Paraná, segundo Akel, as reclamações sobre transações não efetuadas ou golpes via Internet são poucas. O que existem são queixas de falta de segurança física nos caixas eletrônicos. (D.A.)

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