A Taxa de Referência (TR) é o grande diferencial nos contratos de financiamentos atuais, segundo o gerente de mercado do escritório de negócios da superintendência regional da Caixa Econômica Federal (CEF) de Londrina, José Roberto Matheus. Com o advento do Plano Real e a manutenção da inflação em patamares mais aceitáveis, os contratos de financiamento passaram a ser reajustados por uma taxa de juros fixa mais a variação da TR, de 1,74% nos últinos doze meses.
‘‘Para o financiamento, o momento nunca foi tão bom porque a TR está em baixa’’, afirma Matheus. De acordo com ele, nos últimos dois anos, as prestações têm subido menos que o acumulado na inflação anual. ‘‘No passado, as prestações estavam atreladas ao salários, isso causava um descompasso e a dívida só aumentava.’’
Segundo Matheus, a inadimplência tem se mantido estável em torno dos 10%. Para o gerente de mercado, o ideal seria uma taxa máxima de 3%. De acordo com ele, a Caixa possui dez modalidades de financiamento ligados à construção civil. Na área da superintendência de Londrina, que abrange 92 municípios, há em torno de 20 mil financiamentos realizados.
(L.A.)

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