Brasília - A Caixa Econômica Federal decidiu ampliar o prazo máximo de seus financiamentos imobiliários de 20 para 30 anos. Além disso, a Caixa decidiu criar uma faixa intermediária de financiamento de imóveis avaliados entre R$ 130 mil e R$ 200 mil. Nesta faixa, a taxa de juros cobrada será de 10,5% ao ano mais TR.
Pelas regras anteriores, o mutuário da Caixa teria de pagar juro de 12% para financiar a compra de imóveis entre R$ 130 mil até R$ 350 mil. O vice-presidente de governo da Caixa, Jorge Hereda, disse que as mudanças beneficiarão principalmente a classe média baixa. As alterações, anunciadas ontem, passarão a vigorar a partir de 3 de setembro e só valerão para contratos novos.
Balanço A Caixa Econômica Federal registrou lucro de R$ 1,716 bilhões no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 27,6% em relação ao mesmo período de 2006. A principal justificativa para a melhora do resultado foi a receita proveniente das operações de crédito, que ficou em R$ 5,766 bilhões, e a captação da caderneta de poupança, da ordem de R$ 4,3 bilhões.
O Tesouro Nacional irá receber parte desse lucro como dividendos. O total repassado aos cofres públicos será de R$ 386 milhões. A instituição teve ainda uma receita de R$ 3,353 bilhões referente a prestação de serviços, ou seja, as tarifas cobradas dos correntistas. O montante representa um crescimento de 22,1% sobre os primeiros seis meses do ano passado. Essas receitas foram praticamente suficientes para cobrir as despesas com pessoas, que ficaram em R$ 3,360 bilhões (10,4%).
O total de contratação de recursos voltados para o setor imobiliário foi de R$ 6,9 bilhões até junho, sendo que R$ 2,6 bilhões tiveram como fonte os recursos da caderneta de poupança. Ao todo, foram financiadas no semestre 235 mil habitações.

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