O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Emílio Carazzai, anunciou ontem que o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a liberação de R$ 500 milhões, em novembro, para incrementar os financiamentos habitacionais. Segundo Carazzai, o reforço do conselho somará R$ 200 milhões e os outros R$ 300 milhões serão remanejados de programas imobiliários.
‘‘O aporte de R$ 200 milhões do Conselho Curador do FGTS deve elevar o orçamento da CEF para R$ 3,5 bilhões, sem contar os recursos de remanejamento de outros programas habitacionais’’, afirmou Carazzai. Fora os recursos do FGTS, a CEF conta com orçamento próprio, em torno de R$ 3 bilhões, para atender à liberação de cartas de crédito, financiamentos de imóveis na planta e outros programas.
O aporte de R$ 500 milhões é parte da solicitação de R$ 1,2 bilhão da CEF ao Conselho Curador para atender aos pedidos de financiamento. Carazzai acredita que os outros R$ 700 milhões devam ser liberados em dezembro, mesmo que o último mês do ano deva marcar as discussões entre o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, e centrais sindicais sobre a reposição dos expurgos inflacionários referentes aos planos Verão e Collor. ‘‘A nota do Palácio do Planalto, que estendia a todos os trabalhadores a reposição as perdas do FGTS, disse claramente que o objetivo é preservar o financiamento habitacional’’, afirmou Carazzai, respondendo à pergunta que questionava o comprometimento dos recursos do FGTS para pagar a reposição.
De janeiro a setembro deste ano, a CEF já liberou R$ 5,2 bilhões para construção de 288 mil moradias, recursos que superam em 127% o total de crédito liberado no mesmo período de 1999, de R$ 2,29 bilhões. As unidades financiadas este ano também superam, em 90%, o total financiado entre janeiro e setembro de 99, de cerca de 145 mil.