Curitiba - Antes de tomar conhecimento do veto do presidente FHC à decisão da Petrobras, empresários do setor se irritaram com a alta. ‘‘Não demorou muito para a Petrobras derrubar a máscara do governo federal que queria reduzir o preço da gasolina em 20% a todo o custo.’’ A frase ilustra a indignação com que o presidente do Sindicombustíveis do Paraná, Roberto Fregonese, recebeu o aviso da Petrobras que iria aumentar o preço da gasolina em 2,22% para as refinarias. Ele ainda não conhecimento, ainda, do veto de FHC, que só foi anunciado ontem à noite.
Caso o reajuste fosse mantido, o preço da gasolina na refinaria passaria de R$ 1,413562 para R$ 1,444829. O aumento ia refletir R$ 0,3 também na bomba acredita Fregonese. Segundo ele, será muito difícil para os postos não repassarem esse custo aos consumidores porque já trabalham com margens de R$ 0,7 a R$ 0,8 por litro. Este é o lucro bruto e a partir disso, o proprietário do posto tem que pagar todos os custos.
Tanto o aumento da gasolina como do óleo diesel, que foi reajustado em 3,16% no início do mês, não surpreenderam os donos de postos de combustíveis. Eles sabiam que o governo iria romper a intenção de reduzir o preço da gasolina em pouco tempo. No início do ano, a Petrobras reduziu o preço da gasolina na refinaria em 20% e queria a todo o custo que essa redução fosse totalmente repassada para as bombas.

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