Para receber os novos equipamentos, o Terminal de Contêineres de Paranaguá está passando por obras de reforço do cais e, também, de ampliação de sua área. O terminal, nesta primeira fase, terá 230 mil metros quadrados. O espaço contará com cinco portões de acesso com balanças, prédio administrativo, armazéns para ova e desova e um terminal destinado a cargas frigorificadas com capacidade para até 1,4 mil tomadas. Hoje, são 340 tomadas. Para dar conta da futura demanda de energia, a subestação que atende exclusivamente o terminal terá sua capacidade ampliada de 2,5 mil Kva para 12 mil Kva.
Praticamente metade da área – 110 mil metros quadrados – já está sendo preparada para a pavimentação definitiva e ficará pronta em agosto. ‘‘É a maior obra de concretagem da América Latina’’, observou o gerente comercial da TCP, Marcelo Marder.
De acordo com o gerente da TCP, nos últimos três anos a movimentação de contêineres aumentou de 140 mil TEUs (Twenty Equivalent Unity - unidade internacional que equivale a um contêiner de 20 pés) para 242 mil TEUs no ano passado. A projeção é de que o TCP finalize este ano com a marca de 280 mil TEUs. Com essa movimentação, o terminal se equipara ao Porto de Rio Grande. Continuará atrás do Porto de Santos porque o terminal paulista movimenta por ano cerca de 800 mil TEUs.
‘‘A melhoria na infra-estrutura do terminal trouxe de volta os exportadores paranaenses e está captando exportadores de outros estados como Santa Catarina, por exemplo’’, afirmou Marder. Segundo ele, estima-se que exista uma demanda reprimida muito grande de exportadores e importadores, justamente porque até pouco tempo o Porto de Paranaguá –que sempre se caracterizou como terminal graneleiro– não oferecia infra-estrutura adequada para a movimentação de contêineres. Essa demanda, que o TCP pretende atrair com os novos investimentos, segundo Marder, corresponderia a aproximadamente 80 mil TEUs por ano.
Atualmente, em termos de importação, a maior parte das cargas conteineirizadas movimentadas no TCP são de papel e celulose, polímeros, componentes da indústria automobilística, produtos químicos e produtos alimentícios. Para exportação, saem do terminal madeira, frango congelado, cerâmica e extrato para café solúvel.(A.L.)

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