Cai taxa de inadimplência em Curitiba
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de setembro de 1998
Carmem Murara 
Na crescente onda da inadimplência que assola a quase totalidade das capitais, Curitiba apresentou uma redução de 2,08% no número de pessoas que atrasaram uma prestação feita no crediário. A queda é a primeira desde janeiro do ano passado e pode estar atrelada à estabilização nas vendas registrada em agosto sobre o mês anterior. Os dados sobre a inadimplência foram divulgados ontem pela Associação Comercial do Paraná, que comparou o volume de inclusões e exclusões no Serviço Nacional de Proteção ao Crédito (SCPC).
A inadimplência atinge 41,61% da população economicamente ativa, que é de 1,1 milhão de pessoas. Este percentual já foi maior, chegando a atingir quase metade da população consumidora. O nível de calote com relação ao mesmo período no ano passado teve um crescimento de 24,9%, enquanto o pico da inadimplência foi registrado em março deste ano, quando houve um aumento de 23% em relação à base da pesquisa.
O vice-presidente da Associação Comercial do Paraná e coordenador do Conselho de Serviços, Élcio Ribeiro, atrela a queda da inadimplência à maior responsabilidade dos consumidores. As pessoas estão se conscientizando da necessidade de pagar os débitos para poder limpar o nome no SCPC. Só assim, eles podem fazer novas compras, afirmou Ribeiro. Hoje, a lista do SCPC tem 464,8 mil pessoas cadastradas. Eles passam a fazer parte da relação quando atrasam uma das prestações por mais de 30 dias.
A tabela elaborada pela ACP mostra que a cada 100 tentativas de vendas no crediário, 13,3% não se convertem em negócio por causa da inadimplência. O maior percentual registrado foi em abril, quando 18,3% dos consumidores estavam no SCPC.
Quanto às vendas, as atividades econômicas que apresentaram crescimento em relação ao mês de julho deste ano foram as de Artigos de Escritório e Informática, com aumento de 112%, Telecomunicações, com 40%, e Livrarias, com 29%. Os setores que apresentaram queda nas vendas foram os de Aparelhos de Som, com redução de 37,6%, Padarias e Bebidas, com 32%, e Financeiras com queda de 19,5%.


